Categoria:Modernismo português
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Páginas na categoria "Modernismo português"
Há, nesta categoria, as 97 páginas a seguir (dentre um total de 97).
A
A neve pôs uma toalha calada sobre tudo
A noite desce, o calor soçobra um pouco
Acho tão natural que não se pense
Acordo de noite subitamente
Antes o vôo da ave, que passa e não deixa rasto
Ao entardecer, debruçado pela janela
Aquela senhora tem um piano
As bolas de sabão que esta criança
As quatro canções que seguem
Assim como falham as palavras
B
Bendito seja o mesmo sol em outras terras
C
Como quem num dia de Verão abre a porta
Como um grande borrão de fogo sujo
Creio que irei morrer
Criança desconhecida e suja brincando à minha porta
D
Da mais alta janela da minha casa
Da minha aldeia vejo quanto a terra
De longe vejo passar no rio um navio
Deste modo ou daquele modo
Dizes-me: tu és mais alguma cousa
E
E há poetas que são artistas
Entre o que vejo de um campo e o que vejo de outro campo
Esta tarde a trovoada caiu
Estas verdades não são perfeitas porque são ditas
Estou doente
Eu nunca guardei rebanhos
F
Falas de civilização, e de não dever ser
G
Gozo os campos sem reparar para eles
H
Hoje de manhã saí muito cedo
Há metafísica bastante em não pensar em nada
L
Leve, leve, muito leve
Li hoje quase duas páginas
M
Meto-me para dentro, e fecho a janela
N
Navio que partes para longe
Nem sempre sou igual no que digo e escrevo
No entardecer dos dias de Verão, às vezes
No meu prato que mistura de Natureza!
Noite de São João
Num dia excessivamente nítido
Num meio-dia de fim de Primavera
Nunca sei
Não basta abrir a janela
Não me importo com as rimas
O
O Banqueiro Anarquista
O Tejo é mais belo que o rio que corre pela minha aldeia
O Universo não é uma idéia minha
O amor é uma companhia
O espelho reflecte certo
O luar através dos altos ramos
O luar quando bate na relva
O maestro sacode a batuta
O meu olhar azul como o céu
O meu olhar é nítido como um girassol
O mistério das cousas, onde está ele?
O pastor amoroso perdeu o cajado
O que nós vemos das cousas são as cousas
O que ouviu os meus versos
O único mistério do Universo é o mais e não o menos
Olá, guardador de rebanhos
Ontem o pregador de verdades dele
Ontem à tarde um homem das cidades
Os pastores de Virgílio tocavam avenas e outras cousas
P
Passa uma borboleta por diante de mim
Passei toda a noite
Passou a diligência pela estrada, e foi-se
Pastor do monte, tão longe de mim com as tuas ovelhas
P cont.
Pensar em Deus é desobedecer a Deus
Pobres das flores dos canteiros dos jardins regulares
Pouco a pouco o campo se alarga e se doura
Pouco me importa
Primeiro prenúncio de trovoada de depois de amanhã
Q
Quando a erva crescer em cima da minha sepultura
Quando está frio no tempo do frio
Quando eu não te tinha
Quando tornar a vir a Primavera
Quando vier a Primavera
Quem me dera que a minha vida fosse um carro de bois
Quem me dera que eu fosse o pó da estrada
Quero Ignorado
S
Se depois de eu morrer
Se eu morrer novo
Se eu pudesse trincar a terra toda
Se o homem fosse, como deveria ser
Se quiserem que eu tenha um misticismo
Se às vezes digo que as flores sorriem
Seja o que for que esteja no centro do Mundo
Sou um guardador de rebanhos
Só a natureza é divina
T
Todas as opiniões que há sobre a Natureza
Todos dias agora acordo com alegria e pena
Tu, místico, vês uma significação em todas as cousas
U
Um dia de chuva
Um renque de árvores lá longe, lá para a encosta
V
Vai alta no céu a lua da Primavera
Vem sentar-te comigo, Lídia, à beira do rio
Verdade, mentira, certeza, incerteza
Vive
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:
Modernismo
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