Ergue de jaspe um globo alvo e rotundo

Wikisource, a biblioteca livre
Ir para: navegação, pesquisa
Soneto
por Basílio da Gama
Text document with red question mark.svg
Poema publicado em O Uraguai. Versão com a grafia original.

Ao Ilustríssimo e Excelentíssimo Senhor
Conde de Oeiras

Ergue de jaspe um globo alvo e rotundo,
E em cima a estátua de um herói perfeito;
Mas não lhe lavres nome em campo estreito,
Que o seu nome enche a terra, e o mar profundo.

Mostra no jaspe, artífice facundo,
Em muda história tanto ilustre feito,
Paz, justiça, abundância e firme peito,
Isto nos basta a nós, e ao nosso mundo.

Mas porque pode em século futuro,
Peregrino, que o mar de nós afasta,
Duvidar quem anima o jaspe duro;

Mostra-lhe mais Lisboa rica e vasta,
E o comércio, e em lugar remoto e escuro,
Chorando a hipocrisia. Isto lhe basta.

Do Autor.

- - - - - faevis - - - - periclis

Servati facimus.

          Virg. Æneid. Lib. VIII