Ergue de jaspe um globo alvo e rotundo
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| Poema publicado em O Uraguai. Versão com a grafia original. |
Ao Ilustríssimo e Excelentíssimo Senhor
Conde de Oeiras
Ergue de jaspe um globo alvo e rotundo,
E em cima a estátua de um herói perfeito;
Mas não lhe lavres nome em campo estreito,
Que o seu nome enche a terra, e o mar profundo.
Mostra no jaspe, artífice facundo,
Em muda história tanto ilustre feito,
Paz, justiça, abundância e firme peito,
Isto nos basta a nós, e ao nosso mundo.
Mas porque pode em século futuro,
Peregrino, que o mar de nós afasta,
Duvidar quem anima o jaspe duro;
Mostra-lhe mais Lisboa rica e vasta,
E o comércio, e em lugar remoto e escuro,
Chorando a hipocrisia. Isto lhe basta.
Do Autor.
- - - - - faevis - - - - periclis
Servati facimus.
