Página:A Patria Brazileira.djvu/30

Wikisource, a biblioteca livre
Ir para: navegação, pesquisa

— 14 —


Recusado o oíferecimento, ás 8 horas da manhã de 15, ouvese

o toque de fogo e assalto. A lucta trava-se temerosa de parte á parte, entrando pela noite, e prolonga-se em constantes investidas e tiroteios, ganhando os acreanos terreno, palmo a palmo, até ao dia 22.

No dia seguinte, certos da derrota inevitável, arvoram os bolivianos uma bandeira branca em suas trincheiras.

Interrompe-se o ataque, e é recebido o emissário que D. Lino Romero envia a Plácido de Castro, solicitando um armistício.

Descontiando este talvez das intenções do chefe boliviano, não consente, allegando que aquelle recusara em começo o nobre oíferecimento, que lhe fizera, do hospital de sangue para recolher os feridos. Retira-se o parlamentario e o fogo continua intenso, já tendo os acreanos suas trincheiras distantes apenas dez metros das bolivianas.

Na manhã de -4, porém, reconhecida a improficuidade da resistência, ergue-se de novo a bandeira branca: os acreanos cessam immed latamente o fogo e Plácido de Castro recebe a visita do próprio D. Lino Romero, que declara a impossibilidade de continuar a lucta, propondo a capitulação.

Discutida esta e firmada a respectiva acta, Plácido de Castro convidado a receber as armas dos vencidos responde com uma prova eloquente da proverbial cordura do povo brazileiro: Não fazemos a guerra senão jjara conquistar o que é nosso, e aos vencidos abrimos os braços de amigos. JSão infíingire7nos tuna humilhação a nossos inimigos, depois de derrotados. Não receberemos de suas mãos as arm,as com que nos hostilisaram arrancando a vida a tantos companheiros nossos, cuja perda hoje tanto choramos. Dep)ositem as ar7nas nas arrecadações, que tá iremos tomar conta delias.

No mesmo dici, com todas as garantias, embarcaram as forças bolivianas para Manáos, com destino á Bolivia, por Belém e Rio de Janeiro.