Sobre o Movimento Relativo da Terra e o Éter Luminífero

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Sobre o Movimento Relativo da Terra e o Éter Luminífero
por Albert Abraham Michelson e Edward Morley
Originalmente On the Relative Motion of the Earth and the Luminiferous Ether, publicado no American Journal of Science, 1887, 34 (203): 333–345, Online

A descoberta da aberração da luz foi logo seguida por uma explicação de acordo com a teoria de emissão. O efeito era atribuído a uma simples composição da velocidade da luz com a velocidade de terra em sua órbita. As dificuldades nesta explicação aparentemente suficiente foram negligenciadas mesmo após ter sido proposta uma explicação baseada na teoria ondulatória. Esta nova explicação era, a princípio, quase tão simples quanto o anterior. Mas ela não conseguia explicar o fato provado por experimento de que a aberração era inalterada quando as observações eram realizadas com um telescópio preenchido com água. Porque, se a tangente do ângulo de aberração é a razão da velocidade da terra pela velocidade da luz, então, como a velocidade da luz na água é três quartos de sua velocidade no vácuo, a aberração observada com o telescópio com água deveria ser quatro terços de seu valor real.[1]


Notas[editar]

  1. Pode ser notado que a maioria dos escritores admitem a suficiência da explicação de acordo com a teoria de emissão da luz; quando na verdade a dificuldade é ainda maior do acordo com a teoria ondulatória. Para a teoria da emissão a velocidade da luz deve ser maior do que no telescópio de água, e, portanto, o ângulo de aberração deveria ser menor; por isso, de modo a reduzi-lo a seu valor real, devemos fazer a hipótese absurda de que o movimenta no telescópio com água carrega o raio de luz em sua direção oposta!
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