Brilha em seu auge a mais luzida estrela

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A morte violenta que Luiz Ferreyra de Noronha capitão da guarda do governador Antonio Luiz deo à Jozé de Mello sobrinho deste prelado.
por Gregório de Matos
Poema agrupado posteriormente e publicado em Crônica do Viver Baiano SeiscentistaOs Homens BonsA Nossa Sé da Bahia

Brilha em seu auge a mais luzida estrela,
Em sua pompa existe a flor mais pura,
Se esta do prado frágil formosura,
Brilhante ostentação do céu aquela.
  
Quando ousada uma nuvem a atropela,
Se a outra troca em lástima a candura,
Que há também para estrelas sombra escura,
Se para flores há, quem as não zela.
  
Estrela e flor, José, em ti se encerra,
Porque ser flor, e estrela mereceu
Teu garbo, a quem a Parca hoje desterra.
  
E para se admirar o indulto teu,
Como flor te sepultas cá na terra,
Como estrela ressurges lá no céu.