Desque fordes juntas duas

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Desque fordes juntas duas / Tres cousas querya nuas
Álvaro de Bragança e Fernão da Silveira
Poemas publicados em 1516 no Cancioneiro Geral de Garcia de Resende.


Do conde dom Alvaro que mandou a hũa senhora que era terçeyra em huuns seus amores.

Desque fordes juntas duas,
vos he's'outra que sabees,
por mym tanto lhe dyrees:
o senhora, nam destruas
Aquelle, que em maãos tuas
encomenda seu esperyto,
e manda per este escrito,
que cousa nam fyque sua,
que toda nam seja tua.

Resposta do coudel moor que foy rrequerido pola senhora que rrespondesse por ela.

Tres cousas querya nuas
ante qu'ysso que dyzeys,
que foram, nam duvideys
dadas a fylha de fuas
E vyesem assy cruas,
pera fartar apetyto.
ca neste mundo maldito
ante qu'ele me destrua,
quero me fartar de bua.