Discussão:Hino dos Bandeirantes

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De acordo com o e-mails que tenho em meu poder, além do nr de protocolos fornecidos pela Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo, através dos quais, questiono a respeito do resultado do Concurso aberto para a escolha da música, para o poema "Hino dos Bandeirantes, oficializado por Lei Estadual como sendo o Hino do Estado de São Paulo, venho esclarece que NÃO EXISTE até o presente momento, música oficial, conforme poderão observar no site do Governo. Entretanto, existe sim algumas melodias sendo executadas em alguns sites, como as dos maestros Sergio de Vasconcellos Corrêa e de Spartaco Rossi. No "YOUTUB", poderão encontrar dentre várias execuções, duas melodias diferentes, cantadas. De acordo o site do Governo do Estado de São Paulo, em "Biblioteca Virtual", poderão verificar também, que não consta o nome do autor da música, porque dentre as músicas inscritas no Concurso aberto desde 1974, teve também a inscrição do senhor meu pai, o Professor, Pedagogo, Músico, Compositor, Escritor e Teatrólogo Mozart Kail, mas diz que a música vem sendo executada pela Banda da Polícia Militar de São Paulo, pois NÃO HOUVE até a presente data, melodia à altura do poema. Estou cobrando do nosso Governo, junto à Secretaria da Cultura, o porque da não execução pela Banda da Polícia Militar, de todas as músicas inscritas e não somente uma, escolhida à dedo, será? Peço que retirem o nome do maestro Sergio Vasconcellos Corrêa de vosso site, uma vez que não foi o vencedor do concurso, como também nem temos a certeza de que fora um dos inscritos. Atenciosamente, Mônica Farias Kail

RESPONDENDO À DONA MÔNICA FARIAS KAHIL
Acabo de ler comentário no qual a Senhora Mônica Farias Kahil diz, entre outras coisas que: -“Questiona a respeito do resultado do Concurso aberto para a escolha da música, para o poe-ma “Hino dos Bandeirantes”, que: “NÃO EXISTE até o momento, música oficial, conforme pode-rão observar no site do Governo”, que: “Existe (sic) sim algumas melodias sendo executadas em alguns sites, como as dos maestros Sergio de Vasconcellos-Corrêa e de Spartaco Rossi” e que: “No YUOUTUB, poderão encontrar dentre várias execuções, duas melodias diferentes, cantadas”.
Na seqüência, revela que esta: -“cobrando do nosso Governo, junto à Secretária da Cultura, o porquê da não execução pela Banda da Polícia Militar, de todas as músicas inscritas e não somente uma, escolhida a dedo, será?”.
Mais adiante solicita: - “Peço que retirem o nome do maestro Sérgio Vasconcellos Corrêa (sic) de vosso site, uma vez que não foi o vencedor do concurso” e completa: -“Como também nem temos a certeza de que fora um dos inscritos”.
DIREITO DE RESPOSTA
Sentindo-me diretamente agredido apelo para o “Direito de Resposta” a que tenho direito e solicito que sejam publicados, na íntegra, os esclarecimentos que dou a seguir:
A princípio acho louvável a atitude de dona Mônica Farias Kahil ao sair em defesa da obra de seu pai.
Concordo também com o seu questionamento “a respeito do resultado do Concurso” institu-ído para escolher “a música” composta para o belíssimo texto de Guilherme de Almeida e con-firmo a sua informação de que “NÃO EXISTE até o momento, música oficial” que represente musicalmente o Estado de São Paulo.
Concordo ainda - embora não com a agressiva postura da senhora Mônica Farias Kahil que diz estar “cobrando do nosso Governo, junto à Secretaria da Cultura, o porquê da não execução etc.” – com a idéia de que todos os hinos devam ser apresentados pela Banda e Coro da Polícia Militar de São Paulo.
Fiquei perplexo, porém, quando a referida senhora acrescenta: “de todas as músicas inscri-tas e não somente uma, escolhida a dedo, será?”.
Como adiante Dona Mônica Farias Kahil, teve a ousadia de propor ao site da Wikisource que censure o meu nome, retirando-o do verbete (“Peço que retirem o nome do maestro Sergio Vasconcellos Corrêa de vosso site, uma vez que não foi o vencedor do concurso”) e julgando tal atitude discriminatória, arrogante, intempestiva e mentirosa, resolvi: solicitar este “direito de res-posta”, uma vez que jamais me intitulei como vencedor do referido concurso.
A insinuação é grave, ofensiva e totalmente desprovida de ética, senão vejamos:
1. O site do Governo do Estado diz claramente o nome do autor da letra: Guilherme de Al-meida, indicando nenhum nome como autor da música.
2. Eu jamais falei, publiquei ou insinuei que o meu “Hino dos Bandeirantes” fosse o Hino O-ficial de São Paulo. Se uma gravação circula pelo Youtube, ou melhor, duas – uma com o coro e a banda musical do Conservatório Dramático e Musical de Tatuí e a outra com coro masculino e piano, da qual não sei a procedência – elas lá foram inseridas, não sei por quem. Sobre a primeira gravação posso esclarecer que foi realizada, a meu pedido, para ser executada durante a entrega do “Prêmio CLIO -2007” conferido pela Acade-mia Paulistana de História ao meu “Hino dos Bandeirantes”.
3. Não entendi também a razão que levou a senhora Mônica Farias Kahil a pedir a exclusão do meu nome do site WIKISOURCE já que havia dito que: - “Existe (sic) sim algumas melodias sendo executadas em alguns sites, como as dos maestros Sergio de Vascon-cellos-Corrêa e de Spartaco Rossi”. Porque o meu nome deve ser excluído e o do maes-tro Spartaco Rossi não? O que a senhora Mônica Farias Kahil tem contra mim?
4. Pergunto a dona Mônica Farias Kahil:
a) Qual a sua formação musical e qual o conhecimento que a senhora tem. É formada em música? Fez algum de curso de composição? Já compôs alguma coisa?
b) Como pode afirmar que dos hinos que participaram do concurso: - “NÃO HOUVE até a presente data, melodia à altura do poema”? Por acaso conhece todos? Fez parte da Comissão Julgadora? Tem competência para julgá-los?
c) A senhora considera que o “Hino” do senhor seu pai também não está à altura do poema de Guilherme de Almeida?
Se não sabe (e desculpo a sua ignorância), é bom ficar sabendo que a incerteza demons-trada na frase: “-como também nem temos a certeza de que fora um dos inscritos”, pode ser de imediato desfeita pela Ficha de Inscrição do concorrente nº 23 – pseudônimo João Ramalho – datada de 25/09/1980 – realizada às 14h30 na Secretaria Estadual da Cultura do Governo do Estado de São Paulo, que posso exibir a quem quiser conferir. Poderá a senhora apresentar a Ficha de Inscrição do Senhor seu pai?
Devo dizer ainda, para seu conhecimento, que conquistei 12 Prêmios em Concursos de Composição; fui por mais de uma dezena de vezes premiado como “Melhor do Ano”, em diver-sas categorias, inclusive “pela quantidade e qualidade” das minhas obras pela APCA (Associ-ação Paulista de Críticos de Arte); que participei como compositor selecionado e posteriormente convidado, apresentando obras sinfônicas nos “Festivais de Música da Guanabara” e em dez “Bienais de Música Brasileira Contemporânea”; que meu nome é citado em mais de quinze li-vros nacionais e estrangeiros, dedicados à música brasileira; que obras minhas estão editadas nos Estados Unidos, Alemanha, Bélgica além de várias editoras brasileiras; que fui PROFES-SOR DE COMPOSIÇÃO nos Departamentos de Música da UNICAMP, da UNESP, da Faculda-de de Música “Santa Marcelina”, do Conservatório Musical “Brooklin Paulista” e outros, além de DOUTOR EM MÚSICA, aprovado por unanimidade por banca examinadora presidida pelo Ma-estro ELEAZAR DE CARVALHO; e para não me alongar mais, que desde 25 de junho de 1988 sou Membro Efetivo Eleito (Cadeira n. 20) do seleto número de 40 (quarenta) compositores da ACADEMIA BRASILEIRA DE MÚSICA (ABM), fundada por Villa-Lobos.
Por outro lado, devo confessar que não tive ainda o prazer de conhecer o Senhor Mozart Kahil a quem respeito, mesmo sem conhecer, pois jamais ouvi qualquer composição sua nem tampouco referências ao seu nome, mesmo depois de cinqüenta anos de militância no meio musical, seja como: compositor, regente, pianista, professor universitário, jornalista (Folha de São Paulo / O Estado de São Paulo / Tribuna / TV Cultura etc.) e promotor cultural. Portanto, solicito à senhora, Mônica Farias Kahil que se retrate publicamente, no mesmo veículo em que publicou as suas aleivosias, para evitar que eu venha a tomar outras medidas cabíveis.
Sérgio de Vasconcellos-Corrêa
Resposta/Retratação junto ao Sr.Sergio Vasconcellos Corrêa
Primeiramente, gostaria de esclarecer que em momento algum imaginei estar sendo arrogante, discriminatória e muito menos mentirosa, mesmo porque o senhor Sergio Vasconcellos Correa mesmo diz que realmente, não existe ainda música oficial, assim, não sou mentirosa. Quando me referi a não saber se inscrito ou não no concurso, também não imaginei estar a ofender ninguém, mesmo porque ninguém sabe quem foram os inscritos, senão os próprios, os responsáveis pelo concurso e todos aqueles que os cercam. Quanto à ser discriminatória, muito menos quis sê-lo, pois quando solicitei a retirada do nome do sr.Sergio Vasconcellos Corrêa deste site, vim fazê-lo por tratar-se de um site de consulta, que poderia levar os leitores a saberem sim já haver música oficial. Nada contra existirem diversas músicas sendo executadas e apresentadas, mas não como sendo oficiais. Portanto, nos diversos sites, inclusive neste, poderia estar constando sim o nome do Sr.Sergio Vasconcellos Corrêa, desde que, diante da apresentação de sua composição, constasse uma observação de que não se trata da melodia oficial. Quanto aos outros sites, aonde encontrei antes o nome do Sr.Spartaco Rossi, da mesma forma entrei em contato, pois também não poderia constar seu nome, como autor oficial da música, sem qualquer ressalva. Quando me refiro à: "não haver música à altura do poema", refiro-me à resposta que eu recebi de uma pessoa que me atendeu quando liguei na Secretaria da Cultura, cuja ligação foi passando para um e para outro, até que um senhor, não me recordo o nome, disse que não havia mesmo música oficial porque não existia música à altura do poema e ainda me perguntou se eu tinha alguma outra dúvida pois sendo o senhor meu pai o inscrito, ele já deveria saber disso. Fiquei muito chateada com a resposta, pois achei que seria naquele departamento que deveriam então verificar o porque de outras músicas estarem aparecendo em alguns sites, sem a menção de "música não oficial" e aí sim, tirei por mim que se a Banda Oficial estava a executar uma ou outra música, indiferentemente de quem quer que seja o autor da melodia, o porque de então não todas as inscritas e o porque de ser uma Banda Oficial, executar apenas uma, indiferente de quem seja o autor. Jamais imaginei estar a ofender a quem quer que seja, jamais citei os dois maestros imaginando desmerecê-los. Em momento algum tive essa intenção, senão a de, talvez, pela minha "ignorância", como assim se referiu à mim, não sei em qual sentido me dirigiu esse conceito, se por não conhecer música, que não vem ao fato, ou por não conhecê-lo, que também não vem ao fato, mas fato é que esta forma sim vejo como ofensa, pois apenas imaginei deixar nas entrelinhas que, por não ser a música de quem quer que seja, oficial, não poderia constar nos sites, como já disse, sem a devida observação. Quanto aos vasto currículo do senhor Sergio Vasconcello Corrêa, quero aqui parabenizá-lo, sentindo-me praticamente analfabeta diante de tanta titulação e pelo grande sucesso alcançado ao longo de seu caminho, frente à minha total ausência de conhecimento musical ou formação acadêmica, fato esse que não considero relevante, para a discussão em questão, ou seja, de que a música não é oficial. Quanto ao senhor meu pai, lamento que não conheça, nem seja conhecido nos meios artísticos atuais, embora o tenha sido, pois há mais de 20 anos, hoje com 79 anos, não toca mais devido a problemas de saúde, mas afirmo que por ser músico profissional, tocava trombone, conhecido na época como""Mozart do Trombone", possuia carteira da Ordem dos Músicos, se isso atende à alguma solicitação quando da inscrição no Concurso. Também lamento por não ter obras publicadas, embora tenha algumas registradas, duas marchinhas carnavalescas gravadas por volta de 1956, que é obvio não as comparo a obras executadas por Orquestras Sinfônicas, mas que nem por isso, deixa de ser capaz, competente, ou que a sua composição para o grandioso poema, não seja ä altura, como também não o é as apresentadas através deste meio de comunicação, seja ela composta por quem quer que seja, pois o concurso fora e ainda está aberto, pelo que me conste, à qualquer cidadão. Acaso haja interesse a quem quer que seja, o senhor meu pai, Mozart Kail (não é Kahil como o meu avô, pois ele e alguns de seus irmãos foram registrados sem o "h"), é um dos autores do Hino do Centenário de Botucatu (vide site dessa Cidade), aonde o meu avô, Salim Kahil, era maestro da Banda do Coreto Central, o que não vem ao caso, como já disse. Aliás, nenhuma titulação, formação adêmica, descendência, ou mesmo formação musical aqui vem ao caso. Me senti humilhada ao me ser questionado qual a minha formação. Não é preciso ser ter formação musical ou outra qualquer para se compor uma música, ou melodia, ou deveria ter? Tudo bem que logicamente não devam compor nenhuma ópera, aliás, tem quem componha, que sequer saiba escrever, como é o meu caso, ignorante que deva ser com minhas composições guardadas aqui em minha cabeça e no meu caderninho, mas concordo que jamais poderia fazer parte de uma Comissão Julgadora avaliando o que para tal, não possua competência. Como disse antes, não fui eu quem disse que não houve até o momento música à altura, mas disse sim que, essa fora a resposta que eu recebi de quem me atendeu ao telefone, da Secretaria da Cultura, identificando-se como sendo do Departamento responsável, resposta essa que me deixou, como também vejo agora deixou o senhor Sergio Vasconcellos Corrêa e, imagino também tenha deixado todos os outros inscritos, indignados, pois não acho que alguém inscreveria uma melodia que não a achasse à altura do poema, como a composição do Sr.Sergio Vasconcellos Corrêa, a do Sr.meu pai, a do senhor Spartaco Rossi ou outra qualquer que tenha sido inscrita. Pessoas essas que jamais intitulei incompetentes, mas imagino, como de fato temos a comprovação acima, sejam todos os inscritos pessoas responsáveis, competentes e brilhantes.
Espero ter dirimido quaisquer dúvidas, eu uma simples e humilde cidadã, apenas querendo saber o porque de diante de músicas inscritas, não haver uma pelo menos à altura, ou será que todas o são e está dificil escolher uma, embora decorrido tanto tempo. Que deixem então, como sugeri, a Banda Oficial executar todas e o povo paulista escolher através de um plebiscito, se for o caso, embora a maioria leiga no quesito, mas que certamente farão uma sabia escolha (idéia minha, uma pessoa ignorante), pois que aclamarão aquela que mais tocar seus corações, já que não chegaram a um acordo.
Parabenizo alguns dos inscritos, neste caso parece-me que apenas os dois maestros acima citados, que conseguiram deixar aqui, neste meio de comunicação, suas belíssimas composições para que sejam apreciadas, mas triste por não ter conseguido assim fazê-lo com a também belissima composição do Sr.Mozart Kail, meu pai, e imagino que o mesmo se passa com os outros inscritos.
Deixo aqui ao Sr.Sergio Vasconcellos Corrêa e a quem mais possa ter se sentido ofendido, as minhas mais profundas considerações e meu pedido de desculpas, pelo que então entenderam sem que fosse essa a minha intensão, mas deixo também uma pergunta: "Como se sentem diante do descaso de desde a inscrição não termos ainda um finalista, haja vista a competência de todos, ou da grande maioria dos inscritos?"; "Sabia que os símbolos paulistas constantes no site do Governo do nosso Estado estão com alguns erros?, de acordo com a reportagem do Prof.José Berg publicada no jornal Estadão no último dia 09/07".
Mônica Farias Kail

ref.: Hino dos Bandeirantes[editar]

Por ser a Wikisource um portal de pesquisa, as informaçoes nela contidas precisam ser a expressão da verdade, bem como os seus dados, todos oficiais. Assim sendo, solicito a gentileza de procederem uma alteração na página "Hino dos Bandeirantes", a saber:

1) Em "informações sobre esta edição", V.Sas. colocam ser a fonte, o Governo do Estado de São Paulo. Entretanto, não mais consta essa informação nesse site, uma vez que não há música oficial, apenas letra oficial do Hino em questão. 2) Aonde consta "letra por", sugiro que coloquem "letra de autoria de ..."; 3) Aonde consta "música por", sugiro que coloquem "música NÃO OFICIAL de autoria do maestro Sergio..."

Atenciosamente,


Mônica Farias Kail monikahil@hotmail.com