Discussão:Romance do Pavão Misterioso

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Quero o Romance do pavão misterioso de Jose Carmelo Melo Rezende, que é o verdadeiro autor do mesmo. meu email: delaezel@gmail.com o comentário precedente não foi assinado da forma habitual em wikis. Ele foi escrito por 200.159.117.3 (discussão • contrib.)

Existem vários cordéis com o mesmo nome. Se tiver acesso, procure pela série Literatura Popular em Verso, especialmente as sub-séries Estudos e Antologia, publicados nas décadas de 1960-1970 pela Fundação Casa de Rui Barbosa. Sobre a controvérsia em si das versões do texto Romance do Pavão Misterioso não há muitos detalhes, mas as informações presentes em tais livros dão pistas para entender a forma como os direitos autorais se dão na literatura de Cordel. Lugusto҉ 16:01, 20 Dezembro 2006 (UTC)

O ROMANCE " O PAVÃO MYSTERIOSO" É UMA OBRA CLÁSSICA DE CORDEL DO MEU TIO JOSÉ CAMELO DE MELO REZENDE E NÃO JOÃO CAMELO DE MELO REZENDE. TAMBÉ ESTOU EMPENHADO EM ESCLARECER ESTA CONFUSÃO QUE COMEÇOU EM 1923. MEU E-MAIL É camel_51@hotmail.com

meu pai contava esta história pra mim e meus irmãos,parece que está faltando uma parte é quando João Batista chega na Grecia e ve a Cleuza pela primeira vez e decide vender tudo pro irmão e ir atras do seu grande amor, gostaria de saber onde comprar o livro com essa história, pois para mim é resgatar um pouco a memoria do meu pai meu E-Mail é marlenevezza@hotmail.com

Autor[editar]

Mudei o autor do cordel, conforme exemplar que possuo, oferecido pelo repentista Oliveira de Panelas, e discussão acima. 200.164.217.122 00h40min de 28 de julho de 2009 (UTC)

BIOGRAFIA

Por Everardo Ramos José Camelo de Melo Resende nasceu em 20 de abril de 1885, em Pilõezinhos, na época distrito de Guarabira (PB). Vai à escola e, jovem, parece aspirar a grandes vôos, mas as precárias condições de seu meio frustram seus sonhos, fazendo-o simples marceneiro e carpinteiro.

A poesia torna-se, então, válvula de escape para sua inteligência e extraordinária imaginação. Começa a escrever folhetos no início dos anos 1920, versejando numa língua perfeita, com precisão da métrica e da rima que o distingue da maioria dos poetas populares.

Ao mesmo tempo, faz-se cantador, compensando seu pouco talento para improvisar com uma astúcia: decora romances que ele mesmo compõe, criando tramas ou adaptando-as das histórias que correm de boca em boca.

Pavão misterioso

No fim dos anos 1920, mete-se em complicações e foge para Rio Grande do Norte, onde se esconde por uns tempos. É nessa época que João Melquíades Ferreira da Silva publica na Paraíba, em seu nome, o romance Pavão misterioso, obra criada por José Camelo. Este denuncia o golpe, mas o romance continuaria a ser atribuído a João Melquíades (N.E.: até hoje se discute a verdadeira autoria desse romance). ROMANCE DO PAVÃO MISTERIOSO Eu vou contar uma história De um pavão misterioso Que levantou vôo na Grécia Com um rapaz corajoso Raptando uma condessa Filha de um conde orgulhoso.

Residia na Turquia Um viúvo capitalista Pai de dois filhos solteiros O mais velho João Batista Então o filho mais novo Se chamava Evangelista.

O velho turco era dono Duma fábrica de tecidos Com largas propriedades Dinheiro e bens possuídos Deu de herança a seus filhos Porque eram bem unidos.

Depois que o velho morreu Fizeram combinação Porque o tal João Batista Concordou com o seu irmão E foram negociar Na mais perfeita união.

Um dia João Batista Pensou pela vaidade E disse a Evangelista: — Meu mano eu tenho vontade de visitar o estrangeiro se não te deixar saudade.

— Olha que nossa riqueza se acha muito aumentada e dessa nossa fortuna ainda não gozei nada portanto convém qu'eu passe um ano em terra afastada.

Movido a motor elétrico Depósito de gasolina Com locomoção macia Que não fazia buzina A obra mais importante Que fez em sua oficina.

Tinha cauda como leque As asas como pavão Pescoço, cabeça e bico Lavanca, chave e botão Voava igualmente ao vento Para qualquer direção.

Quando Edmundo findou Disse a Evangelista: — Sua obra está perfeita ficou com bonita vista o senhor tem que saber que Edmundo é artista.

— Eu fiz o aeroplano da forma de um pavão que arma e se desarma comprimindo em um botão e carrega doze arroba três léguas acima do chão.

Foram experimentar Se tinha jeito o pavão Abriram a lavanca e chave Encarcaram num botão O monstro girou suspenso Maneiro como balão.

O pavão de asas abertas Partiu com velocidade Coroando todo o espaço Muito acima da cidade Como era meia noite Voaram mesmo à vontade.

Então disse o engenheiro: — Já provei minha invenção fizemos a experiência tome conta do pavão agora o senhor me paga sem promover discussão.

Perguntou Evangelista: — Quanto custa o seu invento? — Dê me cem contos de réis acha caro o pagamento o rapaz lhe respondeu: Acho pouco dou duzentos.

Edmundo ainda deu-lhe Mais uma serra azougada Que serrava caibro e ripa E não fazia zuada Tinha os dentes igual navalha De lâmina bem afiada.

Então disse o jovem turco: — Muito obrigado fiquei do pavão e dos presentes para lutar me armei amanhã a meia-noite com Creuza conversarei.

À meia-noite o pavão Do muro se levantou Com as lâmpadas apagadas Como uma flecha voou Bem no sobrado do conde Na cumeeira pousou.

Evangelista em silêncio Cinco telhas arredou Um buraco de dois palmos Caibros e ripas serrou E pendurado numa corda Por ela escorregou.

Chegou no quarto de Creuza Onde a donzela dormia Debaixo do cortinado Feito de seda amarela E ele para acordá-la Pôs a mão na testa dela.

A donzela estremeceu Acordou no mesmo instante E viu um rapaz estranho De rosto muito elegante Que sorria para ela Com um olhar fascinante.

Então Creuza deu um grito: — Papai um desconhecido entrou aqui no meu quarto sujeito muito atrevido venha depressa papai pode ser algum bandido.

O rapaz lhe disse: — Moça Entre nós não há perigo Estou pronto a defendê-la Como um verdadeiro amigo Venho é saber da senhora Se quer casar-se comigo.

De um lenço enigmático Que quando Creuza gritava Chamando o pai dela Então o moço passava Ele no nariz da moça Com isso ela desmaiava.

O jovem puxou o lenço Ao nariz da moça encostou Deu uma vertigem na moça De repente desmaiou E ele subiu na corda Chegando em cima tirou.

Ajeitou os caibros e ripas E consertou o telhado E montando em seu pavão Voou bastante vexado Foi esconder o aparelho Aonde foi fabricado.

O conde acordou aflito Quando ouviu essa zuada Entrou no quarto da filha Desembainhou a espada Encontrou-a sem sentido Dez minutos desmaiada.

Percorreu todos os cantos Com a espada na mão Berrando e soltando pragas Colérico como um leão Dizendo: — Aonde encontrá-lo Eu mato esse ladrão.

Creuza disse: — Meu pai Pois eu vi neste momento Um jovem rico e elegante Me falando em casamento Não vi quando ele encantou-se Porque me deu um passamento.

Disse o conde: — Nesse caso Tu já estás a sonhar Moça de dezoito anos Já pensando em se casar Se aparecer casamento Eu saberei desmanchar.

Evangelista voltou Às duas da madrugada Assentou seu pavão Sem que fizesse zuada Desceu pela mesma trilha Na corda dependurada.

E Creuza estava deitada Dormindo o sono inocente Seus cabelos como um véu Que enfeitava puramente Como um anjo de terreal Que tem lábios sorridentes.

O rapaz muito sutil Foi pegando na mão dela Então a moça assustou-se Ele garantiu a ela Que não eram malfazejos: — Não tenha medo donzela.

A moça interrogou-o Disse: — Quem é o senhor Diz ele: — Sou estrangeiro Lhe consagrei grande amor Se não fores minha esposa A vida não tem valor.

Mas Creuza achou impossível O moço entrar no sobrado Então perguntou a ele De que jeito tinha entrado E disse: — Vai me dizendo Se és vivo ou encantado.

Como eu lhe tenho amizade Me arrisco fora de hora Moça não me negue o sim A quem tanto lhe adora! Creuza aí gritou: — Papai Venha ver o homem agora.

Ele passou-lhe o lenço Ela caiu sem sentido Então subiu na corda Por onde tinha descido Chegou em cima e disse: — O conde será vencido.

Ouviu-se tocar a corneta E o brado da sentinela O conde se dirigiu Para o quarto da donzela Viu a filha desmaiada Não pode falar com ela.

Até que a moça tornou Disse o conde: — É um caso sério Sou um fidalgo tão rico Atentado em meu critério Mas nós vamos descobrir O autor do mistério.

— Minha filha, eu já pensei em um plano bem sagaz passa essa banha amarela na cabeça desse audaz só assim descobriremos esse anjo ou satanás.

— Só sendo uma visão que entra neste sobrado só chega à meia-noite entra e sai sem ser notado se é gente desse mundo usa feitiço encantado.

Evangelista também Desarmou seu pavão A cauda, a capota, o bico Diminuiu a armação Escondeu o seu motor Em um pequeno caixão.

Depois de sessenta dias Alta noite em nevoeiro Evangelista chegou No seu pavão bem maneiro Desceu no quarto da moça A seu modo traiçoeiro.

Já era a terceira vez Que Evangelista entrava No quarto que a condessa À noite se agasalhava Pela força do amor O rapaz se arriscava.

Com um pouco a moça acordou Foi logo dizendo assim: — Tu tens dito que me amas com um bem-querer sem fim se me amas com respeito te senta juntos de mim.

Evangelista sentou-se Pôs-se a conversar com ela Trocando o riso esperava A resposta da donzela Ela pôs-lhe a mão na testa Passou a banha amarela.

Depois Creuza levantou-se Com vontade de gritar O rapaz tocou-lhe o lenço Sentiu ela desmaiar Deixou-a com uma síncope Tratou de se retirar.

E logo Evangelista Voando da cumeeira Foi esconder seu pavão Nas folhas de uma palmeira Disse: — Na quarta viagem Levo essa estrangeira.

Creuza então passou o resto Da noite mal sossegada Acordou pela manhã Meditava e cismada Se o pai não perguntasse Ela não dizia nada.

Disse o conde: — Minha filha Parece que estás doente? Sofreste algum acesso Porque teu olhar não mente O tal rapaz encantado Te apareceu certamente.

E Creuza disse: — Papai Eu cumpri o seu mandado O rapaz apareceu-me Mas achei-o delicado Passei-lhe a banha amarela E ele saiu marcado.

O conde disse aos soldados Que a cidade patrulhassem Tomassem os chapéus de Quem nas ruas encontrassem Um de cabelo amarelo Ou rico ou pobre pegassem.

Evangelista trajou-se Com roupa de alugado Encontrou-se com a patrulha O seu chapéu foi tirado Viram o cabelo amarelo Gritaram: — Esteja intimado!

Os soldados lhe disseram: — Cidadão não estremeça está preso a ordem do conde e é bom que não se cresça vai a presença do conde se é homem não esmoreça.

— Você hoje vai provar por sua vida responde como é que tem falado com a filha do nosso conde quando ela lhe procura onde é que se esconde.

Evangelista respondeu: — Também me faça um favor enquanto vou me vestir minha roupa superior na classe de homem rico ninguém pisa meu valor.

Disseram: — Pode mudar Sua roupa de nobreza A moça bem que dizia Que o rapaz tinha riqueza Vamos ganhar umas luvas E o conde uma surpresa.

Seguiu logo Evangelista Conversando com o guarda Até que se aproximaram Duma palmeira copada Então disse Evangelista: — Minha roupa está trepada.

E os soldados olharam Em cima tinha um caixão Mandaram ele subir E ficaram de prontidão Pegaram a conversar Prestando pouca atenção.

Evangelista subiu Pôs um dedo no botão Seu monstro de alumínio Ergueu logo a armação Dali foi se levantando Seguiu voando o pavão.

E os soldados gritaram: — Amigo, o senhor se desça deixe de tanta demora é bom que não aborreça senão com pouco uma bala visita sua cabeça.

Então mandaram subir Um soldado de coragem Disseram: — Pegue na perna Arraste com a folhagem Está passando na hora De voltarmos da viagem.

Quando o soldado subiu Gritou: — Perdemos a ação Fugiu o moço voando De longe vejo um pavão Zombou de nossa patrulha Aquele moço é o cão.

Voltaram e disseram ao conde Que o rapaz tinham encontrado Mas no olho de uma palmeira O moço tinha voado Disso o conde: — Pois é o cão Que com Creuza tem falado.

Creuza sabendo da história Chorava de arrependida Por ter marcado o rapaz Com banha desconhecida Disse: — Nunca mais terei Sossego na minha vida.

Disse Creuza: — Ora papai Me prive da liberdade Não consente que eu goze A distração da cidade Vivo como criminosa Sem gozar a mocidade.

— Aqui não tenho direito de falar com um criado um rapaz para me ver precisa ser encantado mas talvez ainda eu fuja deste maldito sobrado.

— O rapaz que me amou só queria vê-lo agora para cair nos seus pés como uma infeliz que chora embora que eu depois morresse na mesma hora.

— Eu sei que para ele não mereço confiança quando ele vinha aqui ainda eu tinha esperança de sair desta prisão onde estou desde de criança.

Às quatro da madrugada Evangelista desceu Creuza estava acordada Nunca mais adormeceu A moça estava chorando O rapaz lhe apareceu.

O jovem cumprimentou-a Deu-lhe um aperto de mão A condessa ajoelhou-se Para pedir-lhe perdão Dizendo: — Meu pai mandou Eu fazer-te uma traição.

O rapaz disse: — Menina A mim não fizeste mal Toda a moça é inocente Tem seu papel virginal Cerimônia de donzela É uma coisa natural.

— Todo o seu sonho dourado é fazer-te minha senhora se quiseres casar comigo te arrumas e vamos embora senão o dia amanhece e se perde a nossa hora.

— Se o senhor é homem sério e comigo quer casar pois tome conta de mim aqui não quero ficar se eu falar em casamento meu pai manda me matar.

— Que importa que ele mande tropas e navios pelos mares minha viagem é aérea meu cavalo anda nos ares nós vamos sair daqui casar em outros lugares.

Creuza estava empacotando O vestido mais elegante O conde entrou no quarto E dando um berro vibrante Gritando: — Filha maldita Vais morrer com o seu amante.

O conde rangendo os dentes Avançou com passo extenso Deu um pontapé na filha Dizendo: — Eu sou quem venço Logo no nariz do conde O rapaz passou o lenço.

Ouviu-se o baque do conde Porque rolou desmaiado A última cena do lenço Deixou-o magnetizado Disse o moço: -Tem dez minutos Para sairmos do sobrado.

Creuza disse: — Eu estou pronta Já podemos ir embora E subiram pela corda Até que sairam fora Se aproximava a alvorada Pela cortina da aurora.

Com pouco o conde acordou Viu a corda pendurada Na coberta do sobrado Distinguiu uma zuada E as lâmpadas do aparelho Mostrando luz variada.

E a gaita do pavão Tocando uma rouca voz O monstro de olho de fogo Projetando os seus faróis O conde mandando pragas Disse a moça: — É contra nós.

Os soldados da patrulha Estavam de prontidão Um disse: — Vem ver fulano Aí vai passando um pavão O monstro fez uma curva Para tomar direção.

Então dizia um soldado — Orgulho é uma ilusão um pai governa uma filha mas não manda no coração pois agora a condessinha vai fugindo no pavão.

O conde olhou para a corda E o buraco do telhado Como tinha sido vencido Pelo rapaz atilado Adoeceu só de raiva Morreu por não ser vingado.

Logo que Evangelista Foi chegando na Turquia Com a condessa da Grécia Fidalga da monarquia Em casa do seu irmão Casaram no mesmo dia.

Em casa de João Batista Deu-se grande ajuntamento Dando vivas ao noivado Parabéns ao casamento À noite teve retreta Com visita e cumprimento.

Enquanto Evangelista Gozava imensa alegria Chegava um telegrama Da Grécia para Turquia Chamando a condessa urgente Pelo motivo que havia.

Dizia o telegrama: "Creuza vem com o teu marido receber a tua herança o conde é falecido tua mãe deseja ver o genro desconhecido."

A condessa estava lendo Com o telegrama na mão Entregou a Evangielista Que mostrou ao seu irmão Dizendo: — Vamos voltar Por uma justa razão.

De manhã quando os noivos Acabaram de almoçar E Creuza em traje de noiva Pronta para viajar De palma, véu e capela Pois só vieram casar.

Diziam os convidados: — A condessa é tão mocinha e vestida de noiva torna-se mais bonitinha está com um buquê de flor séria como uma rainha.

Os noivos tomaram assento No pavão de alumínio E o monstro se levantou-se Foi ficando pequenino Continuou o seu vôo Ao rumo do seu destino.

Na cidade de Atenas Estava a população Esperando pela volta Do aeroplano pavão Ou o cavalo do espaço Que imita um avião.

Na tarde do mesmo dia Que o pavão foi chegado Em casa de Edmundo Ficou o noivo hospedado Seu amigo de confiança Que foi bem recompensado.

E também a mãe de Creuza Já esperava vexada A filha mais tarde entrou Muito bem acompanhada De braço com o seu noivo Disse: — Mamãe estou casada.

Disse a velha: — Minha filha Saíste do cativeiro Fizeste bem em fugir E casar no estrangeiro Tomem conta da herança Meu genro é meu herdeiro.


Seja como for, a história de Pavão misterioso torna-se um dos maiores sucessos da literatura de cordel, sendo reeditada inúmeras vezes, além de inspirar peças de teatro, canção, novela de televisão e filme de animação.

Outros romances de José Camelo também têm enorme repercussão, como As grandes aventuras de Armando e Rosa conhecidos por Coco Verde e Melancia; Entre o amor e a espada; História de Joãozinho e Mariquinha; O monstro do Rio Negro e Pedrinho e Julinha, todos editados por João Martins de Ataíde, no Recife, e reeditados por José Bernardo da Silva e seus herdeiros, em Juazeiro do Norte.

No fim da vida, porém, quase octogenário, o poeta se deixa ganhar pela frustração e amargura, destruindo - segundo seus contemporâneos – umas cinquenta obras de sua autoria. Morre em Rio Tinto (PB), em 28 de outubro de 1964, passando à posteridade como um dos maiores autores da literatura de cordel brasileira.

Referências bibliográficas

▪ ALMEIDA, Átila de; ALVES SOBRINHO, José. Poetas populares paraibanos. Campina Grande: UFPB, 1984, p. 227-237 [mimeografado].

Favor verificar com texto mais completo e outras fontes[editar]

Aqui tem uma que não "salta" a narrativa inicial, esclarecendo melhor o encontro com o engenheiro,

http://obrasromance.blogspot.com.br/2008/04/o-romance-do-pavo-misterioso-jos-camelo.html