Dizem que o rei cruel do Averno immundo

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(Dizem que o rei cruel do Averno immundo)
por Bocage
Poema agrupado posteriormente e publicado em Poesias eroticas, burlescas e satyricas como Soneto XVII. Edições posteriores, tal como uma de 1969, atribuem apócrifamente a este poema o título Soneto do Prazer Efêmero.[1]

Dizem que o rei cruel do Averno immundo
Tem entre as pernas caralhaz lanceta,
Para metter do cu na aberta greta
A quem não foder bem cá n′este mundo:

Tremei, humanos, d′este mal profundo,
Deixai essas lições, sabida peta,
Foda-se a salvo, coma-se a punheta:
Este o prazer da vida mais jocundo.

Se pois guardar devemos castidade,
Para que nos deu Deus porras leiteiras,
Senão para foder com liberdade?

Fodam-se, pois, casadas e solteiras,
E seja isto já; que é curta a edade,
E as horas do prazer vôam ligeiras. (D)

Notas[editar]

As horas do prazer voam ligeiras.

foi mote dado, a que este soneto serviu de glosa, bem como o que adiante se trancreve sob numero XXX.

[Nota de Inocêncio Francisco da Silva.]

  1. MATTOSO, Glauco. Bocage, o desboccado; Bocage, o desbancado. São Paulo: 2002. Disponível em <http://www.elsonfroes.com.br/bocage.htm. Acesso em: 28 maio 2014.