Diferenças entre edições de "Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa (1990)"

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sem resumo de edição
m (terminei; vou limpá-lo)
<li><!-- 1.º -->
O alfabeto da língua portuguesa é formado por 26 letras, cada uma delas com uma forma minúscula e outra maiúscula:
</li>
 
{| cellspacing="15" style="margin: 0 auto; text-align: center; line-height: 1em;"
Os nomes das letras acima sugeridos não excluem outras formas de as designar.
</li>
</liol>
 
 
<li><!-- 2.º -->
<li><!-- 3.º -->
Em congruência com o número anterior, mantêm-se nos vocábulos derivados eruditamente de nomes próprios estrangeiros quaisquer combinações gráficas ou sinais diacríticos não peculiares à nossa escrita que figurem nesses nomes: ''comtista'', de ''Comte'', ''garrettiano'', de ''Garrett''; ''jeffersónia''/''jeffersônia'', de ''Jefferson''; ''mülleriano'', de ''Müller'', ''shakespeariano'', de ''Shakespeare''.
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Os vocabulários autorizados registarão grafias alternativas admissíveis, em casos de divulgação de certas palavras de tal tipo de origem (a exemplo de ''fúcsia''/''fúchsia'' e derivados, ''buganvília''/''buganvílea''/''bougainvíllea'').
</li>
<li><!-- 5.º -->
As consoantes finais grafadas ''b'', ''c'', ''d'', ''g'' e ''t'' mantêm-se, quer sejam mudas quer proferidas nas formas onomásticas em que o uso as consagrou, nomeadamente antropónimos/antropônimos e topónimos/topônimos da tradição bíblica: ''Jacob'', ''Job'', ''Moab'', ''Isaac'', ''David'', ''Gad''; ''Gog'', ''Magog''; ''Bensabat'', ''Josafat''.
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Integram-se também nesta forma: ''Cid'', em que o ''d'' é sempre pronunciado; ''Madrid'' e ''Valladolid'', em que o ''d'' ora é pronunciado, ora não; e ''Calecut'' ou ''Calicut'', em que o ''t'' se encontra nas mesmas condições.
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Nada impede, entretanto, que dos antropónimos/antropônimos em apreço sejam usados sem a consoante final ''Jó'', ''Davi'' e ''Jacó''.
</li>
<li><!-- 1.º -->
O ''c'', com valor de oclusiva velar, das sequências interiores ''cc'' (segundo ''c'' com valor de sibilante), ''cç'' e ''ct'', e o ''p'' das sequências interiores ''pc'' (''c'' com valor de sibilante), ''pç'' e ''pt'', ora se conservam, ora se eliminam.
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Assim:
 
<li><!-- a) -->
Faz-se uso do apóstrofo para cindir graficamente uma contração ou aglutinação vocabular, quando um elemento ou fração respetiva pertence propriamente a um conjunto vocabular distinto: d’Os Lusíadas, d’Os Sertões; n ‘Os Lusíadas, n ‘Os Sertões; pel’ Os Lusíadas, pel’ Os Sertões. Nada obsta, contudo, a que estas escritas sejam substituídas por empregos de preposições íntegras, se o exigir razão especial de clareza, expressividade ou ênfase: de Os Lusíadas, em Os Lusíadas, por Os Lusíadas, etc.
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As cisões indicadas são análogas às dissoluções gráficas que se fazem, embora sem emprego do apóstrofo, em combinações da preposição a com palavras pertencentes a conjuntos vocabulares imediatos: a A Relíquia, a Os Lusíadas (exemplos: importância atribuída a A Relíquia; recorro a Os Lusíadas). Em tais casos, como é óbvio, entende-se que a dissolução gráfica nunca impede na leitura a combinação fonética: a A = à, a Os = aos, etc.
</li>
<li><!-- b) -->
Pode cindir-se por meio do apóstrofo uma contração ou aglutinação vocabular, quando um elemento ou fração respetiva é forma pronominal e se lhe quer dar realce com o uso de maiúscula: d’Ele, n’Ele, d’Aquele, n’Aquele, d’O, n’O, pel’O, m’O, t’O, lh’O, casos em que a segunda parte, forma masculina, é aplicável a Deus, a Jesus, etc.; d’Ela, n’Ela, d’Aquela, n’Aquela, d’A, n’A, pel’A, tu‘A, t’A, lh’A, casos em que a segunda parte, forma feminina, é aplicável à mãe de Jesus, à Providência, etc. Exemplos frásicos: confiamos n’O que nos salvou; esse milagre revelou-m’O; está n’Ela a nossa esperança; pugnemos pel’A que é nossa padroeira.
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À semelhança das cisões indicadas, pode dissolver-se graficamente, posto que sem uso do apóstrofo, uma combinação da preposição a com uma forma pronominal realçada pela maiúscula: a O, a Aquele, a Aquela (entendendo-se que a dissolução gráfica nunca impede na leitura a combinação fonética: a O = ao, a Aquela = àquela, etc.). Exemplos frásicos: a O que tudo pode: a Aquela que nos protege.
</li>
<li><!-- c) -->
Emprega-se o apóstrofo nas ligações das formas santo e santa a nomes do hagiológio, quando importa representar a elisão das vogais finais o e a: Sant&quot;Ana, Sant’Lago, etc. É, pois, correto escrever: Calçada de Sant’Ana. Rua de Sant’Aina; culto de Sant’Iago, Ordem de Sant’Iago. Mas, se as ligações deste género, como é o caso destas mesmas Sant’Ana e Sant’Iago, se tornam perfeitas unidades mórficas, aglutinam-se os dois elementos: Fulano de Santana, ilhéu de Santana, Santana de Parnaíba; Fulano de Santiago, ilha de Santiago, Santiago do Cacém. Em paralelo com a grafia Sant’Ana e congéneres, emprega-se também o apóstrofo nas ligações de duas formas antroponímicas, quando é necessário indicar que na primeira se elide um o final: Nun’Álvares, Pedr’Eanes.
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Note-se que nos casos referidos as escritas com apóstrofo, indicativas de elisão, não impedem, de modo algum, as escritas sem apóstrofo: Santa Ana, Nuno Álvares, Pedro Álvares, etc.
</li>
<li><!-- 2.º -->
São os seguintes os casos em que não se usa o apóstrofo:
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Não é admissível o uso do apóstrofo nas combinações das preposições de e em com as formas do artigo definido, com formas pronominais diversas e com formas adverbiais (excetuado o que se estabelece nas alíneas 1º) a) e 1º) b) ). Tais combinações são representadas:
 
<li><!-- b) -->
Por uma ou duas formas vocabulares, se não constituem, de modo fixo, uniões perfeitas (apesar de serem correntes com esta feição em algumas pronúncias): de um, de uma, de uns, de umas, ou dum, duma, duns, dumas; de algum, de alguma, de alguns, de algumas, de alguém, de algo, de algures, de alhures, ou dalgum, dalguma, dalguns, dalgumas, dalguém, dalgo, dalgures, dalhures; de outro, de outra, de outros, de outras, de outrem, de outrora, ou doutro, doutra, doutros, doutras, doutrem, doutrora; de aquém ou daquém; de além ou dalém; de entre ou dentre.
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De acordo com os exemplos deste último tipo, tanto se admite o uso da locução adverbial de ora avante como do advérbio que representa a contração dos seus três elementos: doravante.
</li>

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