Diferenças entre edições de "Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa (1990)"

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Base XV
(Base XIV (modificação um pouco importante porque tinha que ter {{-}} mais não tinha))
(Base XV)
<ol>
<li><!-- 1.º -->
Emprega-se o hífen nas palavras compostas por justaposição que não contêm formas de ligação e cujos elementos, de natureza nominal, adjetival, numeral ou verbal, constituem uma unidade sintagmática e semântica e mantêm acento próprio, podendo dar-se o caso de o primeiro elemento estar reduzido: ''ano-luz, orce-bispoarcebispo-bispo, arco-íris, decreto-lei, és-sueste, médico-cirurgião, rainha-cláudia, tenente-coronel, tio-avô, turma-piloto''; ''alcaide-mor, amor-perfeito, guarda-noturno, mato-grossense, norte-americano, porto-alegrense, sul-africano''; ''afro-asiático, cifroafro-luso-brasileiro, azul-escuro, luso-brasileiro, primeiro-ministro, primeiro-sargento, primo-infeção, segunda-feira''; ''conta-gotas, finca-pé, guarda-chuva.''
</li>
 
 
{{c|''Obs.''}} Certos compostos, em relação aos quais se perdeu, em certa medida, a noção de composição, grafam-se aglutinadamente: ''girassol, madressilva, mandachuva, pontapé, paraquedas, paraquedista,'' etc.
 
 
<li><!-- 2.º -->
Emprega-se o hífen nos topónimos/topônimos compostos, iniciados pelos adjetivos ''grã'', ''grão'' ou por forma verbal ou cujos elementos estejam ligados por artigo: ''Grã-Bretanha, Grão-Pará''; ''Abre-Campo''; ''Passa-Quatro, Quebra-Costas, Quebra-Dentes, Traga-Mouros, Trinca-Fortes''; ''Albergaria-a-Velha, Baía de Todos-os-Santos, Entre-os-Rios, Montemor-o-Novo, Trás-os-Montes.''
</li>
 
 
{{c|''Obs.''}} Os outros topónimos/topônimos compostos escrevem-se com os elementos separados, sem hífen: ''América do Sul, Belo Horizonte, Cabo Verde, Castelo Branco, Freixo de Espada à Cinta,'' etc. O topónimo/topônimo ''Guiné-Bissau'' é, contudo, uma exceção consagrada pelo uso.
 
 
<li><!-- 3.º -->
Emprega-se o hífen nas palavras compostas que designam espécies botânicas e zoológicas, estejam ou não ligadas por preposição ou qualquer outro elemento: ''abóbora-menina, couve-flor, erva-doce, feijão-verde''; ''benção-de-deus, erva-do-chá, ervilha-de-cheiro, fava-de-santo-inâcioinácio, bem-me-quer ''(nome de planta que também se dá à ''margarida'' e ao ''malmequer''); ''andorinha-grande, cobra-capelo, formiga-branca''; ''andorinha-do-mar, cobra-d’água, lesma-de-conchinha''; ''bem-te-vi'' (nome de um pássaro).
</li>
 
<li><!-- 4.º -->
Emprega-se o hífen nos compostos com os advérbios ''bem'' e ''mal'', quando estes formam com o elemento que se lhes segue uma unidade sintagmática e semântica e tal elemento começa por vogal ou ''h''. No entanto, o advérbio ''bem'', ao contrário de ''mal'', pode não se aglutinar com palavras começadas por consoante. Eis alguns exemplos das várias situações: ''bem-aventurado, bem-estar, bem-humorado; mal-afortunado, mal-estar, mal-humorado; bem-criado ''(cf. ''malcriado'')'', bem-ditoso ''(cf. ''malditoso'')'', bem-falante ''(cf. ''malfalante'')'', bem-mandado ''(cf. ''malmandado'').'', bem-nascido ''(cf. ''malnascido'') '', bem-soante ''(cf. ''malsoante'')'', bem-visto ''(cf. ''malvisto'')''.''
</li>
 
 
{{c|''Obs.''}} Em muitos compostos, o advérbio ''bem'' aparece aglutinado com o segundo elemento, quer este tenha ou não vida à parte: ''benfazejo, benfeito, benfeitor, benquerença,'' etc.
 
 
<li><!-- 5.º -->
Emprega-se o hífen nos compostos com os elementos ''além'', ''aquém'', ''recém'' e ''sem'': ''além-Atlântico, além-mar, além-fronteiras''; ''aquém-fiarmar, aquém-PireneusPirenéus''; ''recém-casado, recém-nascido''; ''sem-cerimôniacerimónia, sem-número, sem-vergonha.''
</li>
 
<li><!-- 6.º -->
Nas locuções de qualquer tipo, sejam elas substantivas, adjetivas, pronominais, adverbiais, prepositivas ou conjuncionais, não se emprega em geral o hífen, salvo algumas exceções já consagradas pelo uso (como é o caso de ''água-de-colónia'', ''arco-da-velha'', ''cor-de-rosa'', ''mais-que-perfeito'', ''pé-de-meia'', ao ''deus-dará'', ''à queima-roupa''). Sirvam, pois, de exemplo de emprego sem hífen as seguintes locuções:
 
<ol style="list-style-type: lower-alpha;">
<li><!-- a) -->
Substantivas: ''cão de guarda, fim de semana, sala de jantar'';
</li>
 
<li><!-- b) -->
Adjetivas: ''cor de açafrão, cor de café com leite, cor de vinho'';
</li>
 
<li><!-- c) -->
Pronominais: ''cada um, ele próprio, nós mesmos, quem quer que seja'';
</li>
 
<li><!-- d) -->
Adverbiais: ''à parte ''(note-se o substantivo ''aparte'')'', à vontade, de mais ''(locução que se contrapõe a ''de menos''; note-se ''demais'', advérbio, conjunção, etc.)'', depois de amanhã, em cima, por isso'';
</li>
 
<li><!-- e) -->
Prepositivas: ''abaixo de, acerca de, acima de, a fim de, a par de, à parte de, apesar de, aquando de, debaixo de, enquanto a, por baixo de, por cima de, quanto a'';
</li>
 
<li><!-- f) -->
Conjuncionais: afim''a fim de que, ao passo que, contanto que, logo que, por conseguinte, visto que.''
</li>
</ol>
 
<li><!-- 7.º -->
Emprega-se o hífen para ligar duas ou mais palavras que ocasionalmente se combinam, formando, não propriamente vocábulos, mas encadeamentos vocabulares (tipo: a divisa ''Liberdade-Igualdade-Fraternidade'', a ponte ''Rio-Niterói'', o percurso ''Lisboa-Coimbra-Porto'', a ligação ''Angola-Moçambique'', e bem assim nas combinações históricas ou ocasionais de topónimos/topônimos (tipo: Austria''Áustria-Hungria, Alsácia-Lorena, Angola-Brasil, Tóquio-Rio de Janeiro,'' etc.).
</li>
</ol>

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