Diferenças entre edições de "Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa (1990)"

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replacing <sup>o</sup> with º in headers
m (close parentheses)
(replacing <sup>o</sup> with º in headers)
O número de palavras abrangidas pela dupla grafia é de cerca de 0,5% do vocabulário geral da língua, o que é pouco significativo (ou seja, pouco mais de 575 palavras em cerca de 110.000), embora nele se incluam também alguns vocábulos de uso muito frequente.
 
'''{{T4|Justificação da supressão de consoantes não articuladas (Base IV, 1<sup>o</sup>º b)}}'''
 
As razões que levaram à supressão das consoantes mudas ou não articuladas em palavras como ''ação'' (''acção''), ''ativo'' (''activo''), ''diretor'' (''director''), ''ótimo'' (''óptimo'') foram essencialmente as seguintes:
Aliás, divergências ortográficas do mesmo tipo das que agora se propõem foram já aceites nas bases de 1945 (v. base VI, último parágrafo), que consagraram grafias como ''assunção'' ao lado de ''assumptivo'', ''cativo'' a par de ''captor'' e ''captura'', ''dicionário'', mas ''dicção'', etc. A razão então aduzida foi a de que tais palavras entraram e se fixaram na língua em condições diferentes. A justificação da grafia com base na pronúncia é tão nobre como aquela razão.
 
'''{{T4|Casos de dupla grafia (Base IV, 1<sup>o</sup>º c, d e 2<sup>o</sup>º)}}'''
 
Sendo a pronúncia um dos critérios em que assenta a ortografia da língua portuguesa, é inevitável que se aceitem grafias duplas naqueles casos em que existem divergências de articulação quanto às referidas consoantes ''c'' e ''p'' e ainda em outros casos de menor significado. Torna-se, porém, praticamente impossível enunciar uma regra clara e abrangente dos casos em que há oscilação entre o emudecimento e a prolação daquelas consoantes, já que todas as sequências consonânticas enunciadas, qualquer que seja a vogal precedente, admitem as duas alternativas: ''cacto'' e ''cato'', ''caracteres'' e ''carateres'', ''dicção'' e ''dição'', ''facto'' e ''fato'', ''sector'' e ''setor''; ''ceptro'' e ''cetro''; ''concepção'' e ''conceção'', ''recepção'' e ''receção''; ''assumpção'' e ''assunção'', ''peremptório'' e ''perentório'', ''sumptuoso'' e ''suntuoso''; etc.
'''{{T4|Supressão de acentos gráficos em certas palavras oxítonas e paroxítonas (Bases VIII, IX e X)}}'''
 
===== Em casos de homografia (Bases VIII, 3<sup>o</sup>º e IX, 9<sup>o</sup>º e 10<sup>o</sup>º) =====
 
O novo texto ortográfico estabelece que deixem de se acentuar graficamente palavras do tipo de ''para'' (''á''), flexão de ''parar'', ''pelo'' (''ê''), substantivo, ''pelo'' (''é''), flexão de ''pelar'', etc., as quais são homógrafas, respectivamente, das proclíticas ''para'', preposição, ''pelo'', contração de ''per'' e ''lo'', etc.
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===== Em paroxítonas com os ditongos ''ei'' e ''oi'' na sílaba tónica (Base IX, 3<sup>o</sup>º) =====
 
O novo texto ortográfico propõe que não se acentuem graficamente os ditongos ''ei'' e ''oi'' tónicos das palavras paroxítonas. Assim, palavras como ''assembleia, boleia, ideia,'' que na norma gráfica brasileira se escrevem com acento agudo, por o ditongo soar aberto, passarão a escrever-se sem acento, tal como ''aldeia, baleia, cheia,'' etc.
Então, se não se torna necessário, nestes casos, distinguir pelo acento gráfico o timbre da vogal tónica, por que se há-de usar o diacrítico para assinalar a abertura dos ditongos ''ei'' e ''oi'' nas paroxítonas, tendo em conta que o seu timbre nem sempre é uniforme e a presença do acento constituiria um elemento perturbador da unificação ortográfica?
 
===== Em paroxítonas do tipo de ''abençoo'', ''enjoo'', ''voo'', etc. (Base IX, 8<sup>o</sup>º) =====
 
Por razões semelhantes às anteriores, o novo texto ortográfico consagra também a abolição do acento circunflexo, vigente no Brasil, em palavras paroxítonas como ''abençoo'', flexão de ''abençoar'', ''enjoo'', substantivo e flexão de ''enjoar'', ''moo'', flexão de ''moer'', ''povoo'', flexão de ''povoar'', ''voo'', substantivo e flexão de ''voar'', etc.
O uso do acento circunflexo não tem aqui qualquer razão de ser, já que ele ocorre em palavras paroxítonas cuja vogal tónica apresenta a mesma pronúncia em todo o domínio da língua portuguesa. Além de não ter, pois, qualquer vantagem nem justificação, constitui um factor que perturba a unificação do sistema ortográfico.
 
===== Em formas verbais com ''u'' e ''ui'' tónicos, precedidos de ''g'' e ''q'' (Base X, 7<sup>o</sup>º) =====
 
Não há justificação para se acentuarem graficamente palavras como ''apazigue'', ''arguem'', etc., já que estas formas verbais são paroxítonas e a vogal ''u'' é sempre articulada, qualquer que seja a flexão do verbo respectivo.

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