Caramuru/I: diferenças entre revisões

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==__MATCH__:[[Página:Caramuru 1781.djvu/15]]==
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;I
Faze que em ti comece e em ti conclua
Esta grande obra, que por fim foi tua.
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==[[Página:Caramuru 1781.djvu/16]]==
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;III
E que, livrando desse abismo fundo,
Vireis a ser monarca de outro mundo.
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==[[Página:Caramuru 1781.djvu/17]]==
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;VI
Fazei que fidelíssimo se veja
O vosso trono em propagar-se a Igreja.
</poem>
==[[Página:Caramuru 1781.djvu/18]]==
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;IX
Ao ver que a fúria horrível da procela
Rompe a nau, quebra o leme e arranca a vela.
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==[[Página:Caramuru 1781.djvu/19]]==
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;XII
Que alguma espécie de animal seria,
Desses que no seu seio o mar trazia.
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;XV
Tais há que as assam nos ardentes fossos;
Alguns torrando estão na chama os ossos.
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==[[Página:Caramuru 1781.djvu/21]]==
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;XVIII
Nem se lhe vê nascer na barba o pêlo,
Chata a cara e nariz, rijo o cabelo.
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==[[Página:Caramuru 1781.djvu/22]]==
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;XXI
Mas o vulgo no bélico ameaço,
Não tem mais que unha ou dente, ou punho ou braço.
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==[[Página:Caramuru 1781.djvu/23]]==
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;XXIV
E, por cevá-los mais, dão-lhe o recreio
De ir pela praia em plácido passeio.
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==[[Página:Caramuru 1781.djvu/24]]==
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;XXVII
Que uns cá se matam, e outros lá se comem:
Tanto aborrece aquela fúria ao homem.
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==[[Página:Caramuru 1781.djvu/25]]==
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;XXX
Fazer costuma a bárbara patrulha,
Que só de ouvi-lo o estômago se embrulha.
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==[[Página:Caramuru 1781.djvu/26]]==
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;XXXIII
Toma nas mãos a cítara suave
E, entoando, começa em canto grave.
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==[[Página:Caramuru 1781.djvu/27]]==
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;XXXVI
Que, sendo em tudo extraordinária e bruta,
Faz-se entender, e entende-o no que escuta.
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==[[Página:Caramuru 1781.djvu/28]]==
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;XXXIX
No duro lenho a pôs, no férreo cravo,
E deu o filho por salvar o escravo:
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==[[Página:Caramuru 1781.djvu/29]]==
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;XLII
As mãos de quando em quando estende, e toca,
E pende atento da sagrada boca.
</poem>
==[[Página:Caramuru 1781.djvu/30]]==
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;XLV
E este ente, que me fez um Deus segundo,
O grão-Tupá, fabricador do mundo.
</poem>
==[[Página:Caramuru 1781.djvu/31]]==
<poem>
 
;XLVIII
E impossível mais de um reconhecendo...
Daqui não passo, e cego me suspendo.
</poem>
==[[Página:Caramuru 1781.djvu/32]]==
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;LI
Que acompanhar parece o humilde rogo
Um dilúvio de água, outro de fogo.
</poem>
==[[Página:Caramuru 1781.djvu/33]]==
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;LIV
Matar não quis, nem morto algum comia,
Pois que a mim mo fizessem não queria.
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==[[Página:Caramuru 1781.djvu/34]]==
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;LVII
Esta a minha ânsia foi, este o meu zelo,
Saber quem era Deus, tratá-lo e vê-lo."
</poem>
==[[Página:Caramuru 1781.djvu/35]]==
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;LX
E sobre a névoa em nuvem levantada
Vás navegando pela aérea estrada.
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==[[Página:Caramuru 1781.djvu/36]]==
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;LXIII
Outro onde era decente, em cor vermelho,
Sem pêlo a barba tem, no aspecto é velho.
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==[[Página:Caramuru 1781.djvu/37]]==
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;LXVI
Tal pessoa há que chora apaixonada
E passa do gemido a uma risada.
</poem>
==[[Página:Caramuru 1781.djvu/38]]==
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;LXIX
Que quem os próprios mortos brutal come
Como é crível que aos vivos mate à fome?
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==[[Página:Caramuru 1781.djvu/39]]==
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;LXXII
 
;LXXV
Já numerosa turba às praias vinha
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==[[Página:Caramuru 1781.djvu/40]]==
<poem>
turba às praias vinha
E os seis levam ao corro miserando,
Onde a plebe cruel formada tinha
A brados, exortando o povo insano
A ensopar toda a mão no sangue humano.
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==[[Página:Caramuru 1781.djvu/41]]==
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;LXXVIII
Tinto o corpo em verniz todo amarelo,
Rosto tal, que a Medusa o faz ter belo.
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==[[Página:Caramuru 1781.djvu/42]]==
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;LXXXI
Que quem recorre ao céu no mal que geme,
Logo que teme a Deus, nada mais teme.
</poem>
==[[Página:Caramuru 1781.djvu/43]]==
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;LXXXIV
Pelo cálix amargo que aqui bebo,
Pela morte cruel que hoje recebo.
</poem>
==[[Página:Caramuru 1781.djvu/44]]==
<poem>
 
;LXXXVII
E a gente crua, transformada a sorte,
Quanto cuidou matar, padece a morte.
</poem>
==[[Página:Caramuru 1781.djvu/45]]==
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;XC

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