Perseverando: diferenças entre revisões

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{{navegar
|obra={{PAGENAME}}Perseverando
|autor=Victor Hugo
|notas=Traduzido por [[Autor:Castro Alves|Castro Alves]]
}}<poem>
<BR>{{d|A Regueira Costa }}
[[Categoria:Castro Alves]]
[[Categoria:Poesia francesa]]
 
<BR>A águia é o gênio... Da tormenta o pássaro,
<BR>A Regueira Costa
<BR>Que do monte arremete altivo píncaro,
<BR>A águia é o gênio... Da tormenta o pássaro,
<BR>Qu'ergue um grito aos fulgores do arrebol,
<BR>Que do monte arremete altivo píncaro,
<BR>Qu'ergue um grito aos fulgores do arrebol,
 
<BR>Cuja garra jamais se pela em lodo,
<BR>E cujo olhar de fogo troca raios
<BR>-&mdash; Contra os raios do sol.
<BR>Não tem ninho de palhas... tem um antro
<BR>-&mdash; Rocha talhada ao martelar do raio,
<BR>-&mdash; Brecha em serra, ant'a qual o olhar tremeu...
 
<BR>No flanco da montanha-asilo trêmulo,
<BR>Que sacode o tufão entre os abismos
<BR>-&mdash; O precipício e o céu.
<BR>Nem pobre verme, nem dourada abelha
<BR>Nem azul borboleta... sua prole
<BR>Faminta, boquiaberta espera ter...
 
<BR>Não! São aves da noite, são serpentes,
<BR>São lagartos imundos, que ela arroja
<BR>Aos filhos p'ra viver.
<BR>Ninho de rei!... palácio tenebroso,
<BR>&nbsp;
<BR>Que a avalanche a saltar cerca tombando!...
 
<BR>O gênio aí enseiba a geração...
<BR>E ao céu lhe erguendo os olhos flamejantes
<BR>Sob as asas de fogo aquenta as almas
<BR>Que um dia voarão.
<BR>Por que espantas-te, amigo, se tua fronte
<BR>Já de raios pejada, choca a nuvem?...
 
<BR>Se o réptil em seu ninho se debate?...
<BR>É teu folgar primeiro... é tua festa!...
<BR>Águias! P'ra vós cad'hora é uma tormenta,
<BR>Cada festa um combate!...
<BR>Radia!... É tempo!... E se a lufada erguer-se
<BR>Muda a noite feral em prisma fúlgido!
 
<BR>De teu alto pensar completa a lei!...
<BR>Irmão!-Prende esta mão de irmão na minha!...
<BR>Toma a lira-Poeta! Águia!-esvoaça!
<BR>Sobe, sobe, astro rei!...
<BR>De tua aurora a bruma vai fundir-se
<BR>Águia! faz-te mirar do sol, do raio;
 
<BR>Arranca um nome no febril cantar.
<BR>Vem! A glória, que é o alvo de vis setas,
<BR>É bandeira arrogante, que o combate
<BR>Embeleza ao rasgar.
<BR>O meteoro real -&mdash; de coma fúlgida -&mdash;
<BR>Rola e se engrossa ao devorar dos mundos...
 
<BR>Gigante! Cresces todo o dia assim!...
<BR>Tal teu gênio, arrastando em novos trilhos
<BR>No curso audaz constelações de idéias,
<BR>Marcha e recresce no marchar sem fim!...
</poem>
 
[[Categoria:Castro Alves]]
''([[Espumas Flutuantes]], 30)''
[[Categoria:Poesia francesa]]

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