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Explicação ao Catecismo kiriri

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EXPLICAÇÃO

A reimpressão do Catecismo da Doutrina Christãa na Lingua Brasilica da Nação Kiriri, do Padre Luiz Vincencio Mamiani, pela Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro, significa o cumprimento de uma promessa que conta mais de seis décadas. Essa promessa fê-la o eminente bibliotecário Dr. Benjamin Franklin Ramiz Galvão, quando deu à estampa, em 1877, a Arte de Grammatica da Lingua Brasilica da Nação Kiriri, do mesmo autor. A razão por que não a tornou efetiva deve atribuir-se ao fato de não ter a Biblioteca Nacional nenhum exemplar do Catecismo, como dispunha, e ainda dispõe, da Arte de Grammatica. Já então era de absoluta raridade aquele livro: sabia-se apenas da existência de um exemplar no Brasil, o qual, segundo Alfredo do Vale Cabral, Bibliografia da Lingua Tupi ou Guarani, ps. 27, Rio, 1880, estava na posse de Francisco Antônio Martins, que o conservava em grande estimação, — tão grande que, talvez, por um natural sestro de bibliófilo, não consentiu em que fosse reproduzido, ou, pelo menos, não teria mostrado maior interesse na reprodução. Desse exemplar precioso não foi possível apurar qualquer notícia: depois da morte do proprietário, sujeito aos azares dos espólios bibliográficos, escorreria para mãos de particular ignaro, que não saberia estimá-lo como merecia.

O Catecismo de Mamiani vem mencionado por H. Ternaux-Compans. Bibliothèque Américaine, ou Catalogue des ouvrages relatifs à l’Amérique qui ont paru depuis sa découverte jusqu’à l’an 1700, París, 1887, n. 1.104; por Hermann E. Ludwig, The literature of american aboriginal languages, London, 1858, ps. 16; por Martius, Beiträge zur Ethnographie und Sprachenkunde Amerika’s zumal Brasiliens, I, Leipzig, 1867, ps. 348; e pelo Conde de la Viñaza, Bibliografia Española de Lenguas indigenas de América, Madrid, 1892, n. 240. Não se encontram, entretanto, exemplares desse livro nas principais bibliotecas européias: não o possuem as da Holanda, conforme testemunho do sábio Professor C. H. Goege, que em sua passagem pelo Rio, em 1931, procurou conhecê-lo na Biblioteca Nacional; não consta que o guarde a do British Museum, de Londres, nem as de Lisboa e París, onde o buscou cuidadosamente, dadosamente, em 1937, o erudito Professor Luiz Camilo de Oliveira Neto, que, entretanto, no curso de suas pesquisas, conseguiu localizar um exemplar em Roma, na Biblioteca Nacionale Vittorio Emanuele (Fondo Gesuitico), posteriormente encontrado pelo ilustre Professor Josué de Castro. Esse achado feliz, seguido de licença para a tirada de cópia fotográfica, vai permitir a edição fac-similar que, autorizada pelo digníssimo Ministro da Educação, Sr. Dr. Gustavo Capanema, a Biblioteca Nacional oferece aos estudiosos do Brasil.

Cumpre-se assim, mercê do alto espírito de cooperação daqueles prestantes amigos da Biblioteca Nacional, o pium desiderium de Ramiz Galvão.



Luiz Vincencio Mamiani della Rovere nasceu em Pesaro, Itália, em 20 de janeiro de 1652; entrou para a Companhia de Jesús, na Província de Veneza, em 11 de abril de 1668. Concluídos os estudos, foi mandado para o Brasil, com destino às missões dos Quirirís; em 1701 voltou para a Europa, como procurador de sua missão, e morreu em Roma, em 8 de março de 1730, passante de setenta e oito anos de idade e sessenta e dois de roupeta.

Dos grandes serviços do missionário à catequese dos índios, os melhores contam-se nos livros que deixou para o entendimento de sua língua, aquí colacionados:

I — Catecismo // da Doutrina// Christãa// na Lingua Brasilica// da Nação Kiriri// composto// pelo P. Luiz Vincencio// Mamiani// da Companhia de Jesus, Missionário// da provincia do Brasil.// Lisboa// na Officina de Miguel Deslandes.// Impressor de Sua Magestade// com todas as licenças necessarias.// Anno de 1698.

In-8.º — 16 ff. preliminares inumeradas + 239 pp. numeradas.

Portada. — Ao Leytor. — Cantigas na Lingua Kiriri para cantarem os Meninos da Doutrina em versos castelhanos do mesmo metro. — O Stabat Mater dolorosa vertido na Lingua Kiriri sobre nossa Senhora ao pé da Cruz. — Licenças da Ordem: Na Canabrava, Aldeia de Santa Theresa, 2. de Mayo de 1697. Antonio de Barros. — De João Mattheus Faletto. Na Missão de nossa Senhora do Socorro 27. de Mayo de 1697. — Outra de Alexandre de Gusmão. Dada no Collegio da Bahia 27. de Junho de 1697. — Do Santo Officio: Lisboa 22. de Abril de 1698. Diniz. I. C. Moniz. Fr. Gonçalo. — Do Ordinario: Lisboa 2. de Julho de 1698. Fr. P. B. de Bona. — Do Paço: Lisboa 3. de Julho de 1697. Ribeyro. Oliveyra. — Advertência sobre a pronunciação da lingua Kiriri. — Texto (Português e Kiriri) — dividido em três partes.

II — Arte// de// Grammatica// da Lingua Brasilica// da Naçam// Kiriri// composta// pelo P. Luiz Vincencio Mamiani// da Companhia de Jesus, Missionario// nas Aldeias da dita Naçam.// Lisboa,// na Officina de Miguel Deslandes// Impressor de Sua Mag. Anno de 1699.// Com todas as licenças necessárias.

In-8.º — 8 ff. preliminares inumeradas + 124 pp. numeradas.

Portada. — Ao Leytor — Licenças. Da Ordem: “... pela noticia da mesma lingua, que adquiri em dezaseis annos nestas missoens, admirei o engenho do Autor em reduzir com tal clareza, & distinção a regras certas, & proprias hũa lingua não só por si mes- ma, mas pelo modo barbaro, & fecha- do, que usam os naturaes em a pro- nũciar, muito mais difficultosa...” Na missão de N. Senhora do Soccorro, 27. de Mayo de 1697. — João Mattheus Faletto. — Outra do P. Joseph Coelho. Seminario de Bellem 8. de Junho de 1697. — Outra do P. Alexandre de Gusmão. Dada no Collegio da Bahia aos 27. de Junho de 1697. — Licen- ças. Do Santo Officio: “O P. Mes- tre Francisco de Santa Maria, Qualifi- cador do Santo Officio, veja os livros de que esta petição trata, & informe com seu parecer”. Lisboa, 7. de Abril de 1698. — Castro. Diniz, I. C. Moniz. Fr. Gonçalo do Crato. — Lisboa, Sãto Eloy, 19. de Abril de 1698. Francisco de Santa Maria. — Lisboa, 2. de Julho de 1698. Fr. P. Bispo de Bona. — Do Paço. Lisboa, 3. de Julho de 1698. Ribeyro. Oliveyra.

Texto dividido em duas partes: 1.ª — Da Orthographia, Pronunciação, Declinação dos Nomes, & Conjugação dos Verbos. — 2.ª — Da Syntaxe, ou construição das oito partes da Oração.

Vale Cabral, Bibliographia citada, ps. 13, informa a respeito da Arte de Grammatica:

“O exemplar desta raríssima Arte pertencente hoje a Biblioteca Nacional foi um dos livros doados a el-rei D. José I pelo conhecido bibliographo portuguez Diogo Barbosa Machado para a Real Bibliotheca da Ajuda, como se vê do ex-libris do sabio abbade, que ainda se conserva collado na face interna da pasta.

“Lord Stuart de Rothesay tinha um exemplar desta grammatica, no qual havia uma nota manuscripta que decla- rava ter pertencido a Mr. Huet, bispo de Avranches, que o comprȧra em uma venda pública por doze escudos. Veja o Catálogo da livraria de lord Stuart, onde sob n. 3.903 vem qualificado este livro de mui raro, 'e em verdade (diz Innocencio da Silva) cuido que pou quissimos exemplares se acharão delle em Portugal". E' excusado dizer que no Brasil só existe um único, e é o da colleção da Biblioteca Nacional".

Hoje a Biblioteca conta mais um exemplar da Arte de Grammatica, que entrou com a coleção Salvador Men- donça, em cujo catálogo impresso tem o n. 207.

Da Arte de Grammatica, como se viu, deu o Dr. Ramiz Galvão, a expen- sas da Biblioteca Nacional, a segunda edição, Rio de Janeiro, Typ. Central de Brown & Evaristo. 1877. in-8.º, de LXXII XI + 101 pp., enriquecida por douto estudo linguístico de Batistal Caetano de Almeida Nogueira. Essa edição foi precedida da tradução alemã por H. C. von der Gabelentz, Leipzig. F. A. Brockhaus, 1852, in-8.º, de 62 pp.

Em relação ao Catecismo, conforme ficou assegurado, a Biblioteca jamais o possuiu. E, portanto, falsa e lamenta- vel, por implicar a boa fama da re- partição, a afirmativa em contrário de certo escritor cearense, que diz ter nela consultado muitas vezes, em 1923, um exemplar, que em 1928 desaparecera. Essa fantasia, ou cousa que nome mais apropriado tenha, vem candidamente reproduzida no Journal de la Société des Américanistes, tome XXIV, fasc. 1, ps. 148, París, 1932, e é mister que fique de uma vez desmacarada.

Alem do Catecismo e da Arte de Grammatica, deixou o Padre Mamiani outros escritos escritos notaveis, sumariados por Charles Sommervogel, Bibliothèque de la Compagnie de Jésus, tome V, pp. 453/455, Bruxelles-París, 1894. En- tre esses trabalhos deve ser assinalada a tradução para a lingua italiana dos sermões quaresmais do Padre Antônio Vieira, seis volumes in-4.º, impressos em Roma, 1707, 1708, em Veneza, 1712, 1722. A' primeira impressão ve- neziana acompanha um belo retrato de Vieira, assinado: "Suor Isabella Piccini scolp. à S. Croce in Ven". A tradução não é integral: é antes uma compilação dos sermões, como advertiu o tradutor, que, alegando não haver em Portugal o hábito de prégar-se em todos os dias quaresmais, entendeu de compor uma Quaresma inteira, para o que ordenou da melhor forma, nesse sentido, a obra oratória do extraordi- nário Jesuita. Do Padre Mamiani são duas car- tas que, por obsequiosa informação do Dr. Serafim Leite, S. I., chegaram ao conhecimento de quem escreve esta linha a primeira ao Padre Geral Tirso Gonsales, datada do Brasil, a 29 de junho de 1695, dá-lhe notícia de ter composto um Catecismo na lingua bra- sílica; a segunda ao mesmo Padre Ge- ral, da Baía, um ano mais tarde, a 30 de junho de 1696, consta de duas par- tes: na primeira intercede a favor do Padre Antônio Guisenrodi, então mes- tre de Humanidades, que desejava pas- sar à Missão de Malabar, na Índia; na segunda parte diz, traduzida à letra do latim: "Quanto ao Catecismo e Voca- bulario da lingua dos bárbaros, a cuja impressão benignamente anuiu Vossa Paternidade, ainda o não pude enviar este ano para Lisboa, por lhe faltar a última de-mão; para isso veio muito a propósito a minha volta à Missão, pois fora dela dificilmente o poderia concluir. Ando a limá-lo com a aju- da de Deus, para sua gloria e salva- ção das almas". (Arch. S. I. Rom., Bras., 4,18).



Desde o Paraguassú e rio de São Francisco até ao Itapucurú, talvez mesmo até ao Gurupi, encontravam-se disseminados os Quiriris ou Cariris, quando os Portugueses começaram a ocupar o Norte e Nordeste do Brasil. Da tradição conservada pelos missio- nários infere-se que vieram da parte do Norte, de um lago encantado, que bem pode ser o Amazonas, Capistrano de Abreu; descendo pelo litoral, seriam detidos primeiro pelos Tupiniquins, depois pelos Tupinambás, que os teriam acossado para o inte- rior, rumo de Oeste. Após a conquista resulta certo que somente os Teremembés, aparentados próximo dos Quirirís, ocuparam maior trecho da costa, de que fizeram fizeram mau uso, e foram por isso impiedosamente cas- tigados em 1679 pelo mamaluco Vital Maciel Parente, de ordem do governa- dor do Maranhão Inácio Coelho da Silva; outras tribus salteavam-na ape- nas, enquanto a maior parte se inter- nava sertão a dentro, nas serras da Borburema, dos Cariris-Velhos e dos Cariris-Novos (que ainda recordam seus nomes na toponímia brasileira), nas ribeiras do Acaracú, do Jaguaribe, do Açú, do Apodí e outras, no baixo. São Francisco e territórios adjacentes.

Sob o nome genérico de Tapúias andaram nos primeiros tempos confun- didos com outros índios que infestavam a região de seu domínio. Por isso mesmo, ainda hoje torna-se dificil saber, com absoluta certeza, entre tantas alcunhas tribais, quais eram os de ori- gem Quiriri, quais eram os Caraibas e os Gés. Quiriri, alterado em Ca- riri, é qualificativo tupi, que significa — calado, silencioso — e que indica, sem dúvida, uma caracteristica etno- gráfica tanto mais notavel quanto se sabe que os outros indios eram pal- radores incoerciveis. Quiriri aplicar- se-ia mais propriamente às tribus da Baia Cariri às tribus do Norte.

○ contacto desses indios com os co- lonizadores só se tornou mais amiu- dado no século XVII. Mais conhe- cidos se fizeram durante a dominação holandesa do Nordeste brasileiro. em que parte deles ficou com os Portu- gueses, enquanto outros se passaram para os invasores. Os do Rio Gran- de do Norte, com Jacob Rabbi e Rou- lox Baro, seus intérpretes e comandantes, prestaram aos Holandeses impor- tantes serviços. Pierre Moreau narra que depois do assassinato do feroz Rabbi, do qual foi acusado o major Joris Garstman, grande parte dos in- dios, que tinham sido amigos dos Fla- mengos, tratou de tomar o partido de seus inimigos.

Os escritos dos Holandeses conteem bastantes notícias sobre esses indige- nas, no século XVII. Marcgrav sal- vou um extrato dos de Rabbi, que com eles mais conviveu; de Baro é a re- lação que Moreau traduziu; mas quem melhor os tratou foi Elias Herckmans, na sua Descrição Geral da Capitania da Parahiba, que José Higino Duarte Pereira verteu para o português e pu- blicou na Revista do Instituto Archeo- logico Pernambucano, vol. V, n. 31.

Depois da expulsão dos Holandeses, os que lhes foram fiéis até ao fim, temendo as represálias que se haviam de exercer duramente sobre eles do lado dos vencedores, ganharam o in- terior e refugiaram-se na serra de Ibia- paba e outras, de onde, em bandos predatórios, desceram muitas vezes a assolar o litoral. Durante as últimas décadas do século XVII, entrando pelo seguinte, ocorreram as grandes rebeliões dos índios das Capitanias do Norte, Pernambuco, Rio Gran- de e Ceará, que lhes deviam ser fatais pelos castigos que sofreram das tropas do governo e dos terços mercenários dos Paulistas.

A posição dos Quirirís no quadro geral das tribus indígenas do Brasil é incerta. Martius, em sua classificação, pretendeu incluí-los entre as gentes que constituiam o seu chamado grupo Guck ou Coco; Batista Caetano, en- tretanto, insurgiu-se contra essa inclusão, por se lhe terem deparado no vocabulário Quirirí palavras que per- tencem evidentemente ao léxico dos Tupis. Antes do filólogo patrício, já o velho Hervás chamara a atenção para certas semelhanças com a lingua dos Moxos. Com a dissolução do grupo Guck, em consequência da aceitação. do grupo Nu-Aruak, criado por Von den Steinen, surgiu a questão dos Qui- riris, que aquele etnólogo confessou não ter conseguido resolver. Para ele, algumas coincidências com os Massa- carás e Camacãs são incontestaveis ; certas palavras de cultura se ajustam precisamente com as dos Tupis da Costa oriental, o grupo de palavras decisivas parece-lhe em geral indicar o Tupi; em todo caso, inclina-se mais para os dialetos do Ucaiale e do Alto- Amazonas. Etnograficamente, distinguiam-se os Quirirís dos povos vizinhos pela agricultura mais desenvolvida, embora. em grau inferior a dos Tupís; teciam e faziam redes de algodão, e fabrica- vam cerâmica rudimentar, semelhante à de certas tribus amazônicas. A aver- são pelo litoral, que Martius lhes im- putou, é contrária à documentação his- tórica. Sabe-se que dali só se retira- ram quando forçados por adversários. mais poderosos; mesmo internados no sertão, suas residências preferidas eram as ribeiras as serras só procuravam como refúgio efêmero contra agressões de inimigos.

Do exame linguístico de seus quatro. dialetos elaborados — o Dubucuá, o Quipéia, o Pedra-Branca e o Sabujá (dos nomes das aldeias em que foram falados depois da conquista) — apu- rou-se que o Quiriri ou Cariri consti tue grupo irredutivel, de origem des- conhecida, que deve ter classificação à parte dos outros grupos brasileiros. ou americanos.



Os Quiriris da Baia foram aldeados mais ou menos em 1650, pelo Padre João de Barros; os Capuchinhos fran- ceses aldearam outros no Rio de São Francisco e na Paraiba. Uns e outros aceitaram as missões com docilidade, porque encontravam nelas a proteção que lhes faltava alhures. Entre uns c outros, com relação à lingua que fala- vam, existem as diferenças que adver- tiu Frei Bernardo de Nantes, em seu Katecismo índico da Lingua Kariri, pu- blicado em 1709: "A ver o título deste Katecismo poderá ser, Amigo Leytor, te pareça ser obra inutil à vis- ta de outro na mesma lingua, que pou- cos annos ha sahio à luz [o do Padre Mamiani]; porém se quizeres tomar o trabalho de combinar hum com o ou- tro, mudarás logo o parecer; porque verás que, como há na Europa nações de diferentes linguas, com terem o mes- mo nome, assim tambem os há no novo Orbe, como são os Karirís do rio de São Francisco, chamados Dubucuá, que são estes, cuja lingua he tão differente. da dos Kariris chamados Kippéa, que são os para quem se compoz o outro Katecismo, como a lingua portugueza o he da castelhana, quer pela distancia das paragens entre estas duas nações, que he de cento & tantas leguas, quer pela diversidade das cousas, que cada terra cria, como são plantas, arvores, animais, passaros, peixes, que pela mayor são diferentes, & pelo conse- guinte no nome...'

Dos quatro dialetos antes referidos, os dois por último mencionados foram os mais importantes, pelos monumen- tos que deixaram: o Dubucuá, na obra de Frei Bernardo de Nantes; o Quipéia, nos trabalhos do Padre Ma- miani.



Com a edição fac-similar do Cate- cismo da Doutrina Christãa na Lingua Brasilica da Nação Kiriri, felicita-se a Biblioteca Nacional pela oportunidade, que se lhe proporciona, de oferecer aos estudiosos da Linguistica americana um livro rarissimo e precioso, que por essa forma se faz a todos acessível.

RODOLFO GARCIA.