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Historia das invenções (4ª edição)/XIII

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CAPITULO XIII

O Ouvido

 

— E o ouvido, vóvó? perguntou Narizinho.

— O ouvido tambem não é dos orgãos que tenham preocupado muito ao homem. Mesmo assim derrota o nariz longe. Varias invenções existem que lhe aumentam o poder, quasi todas bem modernas. Ha as cornetas acusticas, que permitem aos surdos ouvir alguma coisa. Ha o microfone, que aumenta o volume do som, permitindo que o ouvido ouça coisas que sem ele seriam inaudiveis.

— Que é isso?

— Inaudivel é o contrario de audivel. Audivel é o que se pode ouvir. Inaudivel é o que não se pode ouvir. Certos barulhinhos microscopicos tornaram-se hoje perfeitamente audiveis graças ao microfone.

A aviação veio fazer o ouvido humano mais prestadio do que era. Ha a necessidade de ouvir, do mais longe possivel, a aproximação dum aeroplano inimigo, e o homem inventou aparelhos que permitem captar o ruido dos motores a uma distancia enorme.

A agua conduz muito bem o som, de modo que os homens do mar de ha muito vinham aproveitando essa propriedade para transmitir sinais que pudessem ser ouvidos pelos marinheiros de outro navio. Qualquer pancada que se dê na parte submersa do casco, se transmite a grande distancia.

Na medicina tambem existem instrumentos que permitem ao ouvido ouvir os sons internos dos orgãos do corpo. O medico ausculta. Auscultar é escutar medicamente. O estetoscopio é um desses instrumentos, usado para ouvir o som do ar nos pulmões, verificando assim se esse orgão está funcionando normalmente ou não. E é quasi que só.

— Coitado! exclamou Emilia. Forma uma boa parelha com o nariz, não ha duvida...

Esta obra entrou em domínio público pela lei 9610 de 1998, Título III, Art. 41.


Caso seja uma obra publicada pela primeira vez entre 1931 e 1977 certamente não estará em domínio público nos Estados Unidos da América.