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a carne


Lenita saltou lesta da rede, correu ao seu quarto, penteou-se com desvanecimento, ergueu os cabelos, prendeu-os no alto da cabeça; deixando a nuca bem a descoberto. Espartilhou-se, tomou um vestido de merinó afogado, muito singelo, mas muito elegante brincos, broche, braceletes de ônix , calçou sapatinhos Luiz xv, cuja entrada muito baixa deixava ver a meia de seda preta com ferradurinhas brancas em relevo. No peito, à esquerda, pregou duas rosas pálidas, meio fechadas, muito cheirosas.

—Bravo! que linda que está a senhora D. Lenita! bradou o coronel, entusiasmado ao vê-la. Pena é que esteja gastando cera com ruim defunto: o rapaz não é rapaz, e ainda, por mal de pecados, é beco sem saída.

Lenita corou um pouco, riu-se.

—Vamos, vamos lá para dentro: