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A Guerra de Canudos

de produzirem entre elles sérios estrabos, com tiros certeiros.

O dia declinava e o fogo de parte á parte não cessava, juncando o campo de mortos e e feridos ; o transito pela varzea era impossivel, visto ser varrida pelos fogos contrarios; a jagunçada firme em seus postos, não recuava um passo. A 5ª brigada era a mais damnificada. A situação complicava-se, e, nada indicando-lhe melhor solução, aggravada com a approximação da noite, o general Savaget, depois de rapidamente conferenciar com o coronel Telles, resolveu fazer conquistar as posições inimigas, forçando o desfiladeiro, levando-lhes uma carga geral de baionetas.

N'este sentido foram dadas as ordens. Carregaria pela direita a 4ª brigada (12ª e 31ª), tendo como objectivo o investir contra o desfiladeiro ; na esquerda assaltaria a 5ª (34°, 35° e 40°) e entre ambas carregaria o esquadrão de lanceiros. A 6ª brigada (26°, 32° e 33°) foi incumbida de guarnecer o comboio, a artilharia e feridos, attendendo simultaneamente ao que houvesse por seu lado.

As nossas posições apresentavam nessa occasião terrivel aspecto: homens e animaes mortos e feridos, carabinas quebradas, cargas e cunhetes em terra desordenadamente e o tiroteio dos jagunços, com precisão isochrona,