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A Guerra de Canudos

para a frente, afim de reforçar o 12°, empenhado na acção, em auxilio da brigada Pantoja. Todas as forças, excepto parte da retaguarda, a artilharia e o esquadrão, envolveram-se na lucta, generalizada sériamente, em vista da formidavel resistencia do inimigo, habilmente disposto em magnificas trincheiras dominantes, 600 metros distante.

Quando o 31° avançou, deixava o cadaver do bravo e distincto soldado, o academico Alberto Barrandon, que abandonára estudos e commodidades, alistando-se no batalhão, impellido tão somente pelo patriotismo, que o deixou sepultado n'aquellas paragens.

O 12°, reforçando a direita da linha de fogo, ia successivamente carregando e batendo o inimigo. Esse corpo distinguiu-se bastante n'aquella occasião, avançando impetuosamente e conquistando, afinal, o campo.

Os jagunços, por fim, desbaratados e em retirada, foramse fazer fortes mais adiante, já á vista de Canudos, persistindo na resistencia, entretanto mais frouxa. Na retirada, tiveram o tempo necessario para matar e ferir muitas praças, deixando também morto o alferes Severino Coutinho Padilha, e mortalmente ferido o valente e arrojado commandante Tristão Sucupira, que teve o peito varado por bala, a mesma que matou o alferes Padilha.