Página:A Guerra de Canudos.djvu/162

Wikisource, a biblioteca livre
Saltar para a navegação Saltar para a pesquisa
142
A Guerra de Canudos

vivo: o alferes Boaventura de Abreu, abrigado na chapa d'um tiro-rapido. Quem levantasse a cabeça, era fulminado; mesmo assim, algum ferido se arrastava, na esperança de ganhar a encosta do morro, em direcção ao hospital.

Na direita estavam de protecção o 15°, sob o commando do capitão Gomes Carneiro, o 14° e o 31°, de linhas estendidas, formando grande semi-circulo, em cujo meio era o hospital. Na esquerda, na base d'um pequeno morro, estabeleceu o quartel-general o Commandante em chefe.

Duzentos metros distante da artilharia, na sua frente, o terreno se inclina gradualmente, formando largo descampado, cortado ao meio pela estrada, que desce até o arraial, deixando a esquerda a Fazenda Velha, indo finalizar nas barrancas do rio, em frente á grande praça da Cidadella.

Naquelle descampado, inteiramente dominado pelos fogos inimigos, que o varriam das cabeças dos montes onde se occultavam, o coronel Thomaz Thompson Flores temerariamente collocou-se, pretendendo investir com sua brigada sobre Canudos; para aquelle fim, começou mandando o 7°, sob o commando do experimentado major Cunha Mattos, estender em atiradores e avançar sobre o antro dos fanaticos. O coronel Flores, porém, soffrego e