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A Guerra de Canudos

boio encetou a marcha, atravessando o Angico entre 6 e 7 horas da manhã; n'esse ponto, difficuldades na tracção das carroças e outros contratempos, fizeram-n-o parar, tendo tombado mais 3 carroças; n'essa occasião, o combate na Favella attingira ao auge e a munição começou faltando; continuando na marcha, 2 kilometros do Angico, appareceu ao coronel o seu assistente, capitão Castro e Silva, que, de ordem do general em chefe, ia buscar generos e munições. Quando se dispunha a cumprir a ordem, o coronel Campello foi surprehendido por um tiroteio fortissimo na sua vanguarda, em Umburanas, 1 legua de Canudos.

Eram os fanaticos, atacando o comboio com toda energia, com o fim de tomarem-n'o, ou lhe protrelarem a marcha, privando de munição as forças. Taes factos occorriam as 7 ½ da manhã. O local do combate era uma especie de desfiladeiro, tendo de um lado fórte rampa e de outro um lamaçal, sendo o terreno occupado pelo comboio, estreito e de não facil defeza. O inimigo occupava os melhores pontos, os mais elevados e entrincheirava-se nos accidentes naturaes do terreno.

Faziam a aggressão ao comboio, uns 300 homens valentes, bem armados e municiados, sob o commando dos famosos Pageú e Manuel Quadrado, ambos bem acreditados em Canudos,