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A Guerra de Canudos

A alvorada de 29, ainda veio encontrar o mesmo pessoal nos mesmos pontos e o formigamento dos que trabalhavam na construcção de trincheiras para artilharia, no enterro dos mortos e na remoção dos feridos, para lugares melhor abrigados. Todos esses trabalhos, eram executados sob o fogo dos fanaticos, que, mal rompera o dia, recrudesceram na fuzilaria pertinaz, dispostos á nos impedirem o passo, caso fosse tentado novo ataque ao arraial.

Era impossivel conhecerem-se as perdas do inimigo nos combates anteriores, feridos pela 1ª columna desde o Angico; os fanaticos raramente se mostravam e combatiam de longe, em pozições de não fácil escalada; no emtanto, não é dezarrazoado prezumir que perdessem 200 homens mortos.

No mesmo dia estavam promptas as trincheiras da artilharia e cuja construcção durante a noite absorveu a actividade de centenas de soldados. Eram baixas, enfiadas pelos fogos contrarios, mormente pela esquerda. Foram preparadas com saccos de areia e cascalho e estabelecidas no local mais desabrigado do outeiro, enfrentando a praça do arraial e igrejas.

Na retaguarda, 50 metros abaixo, desce uma vereda, que termina n'um pequeno valle; ahi o coronel Olympio estabeleceu o seu quartel-general e tambem o commando do regi-