Página:A Guerra de Canudos.djvu/190

Wikisource, a biblioteca livre
Saltar para a navegação Saltar para a pesquisa
160
A Guerra de Canudos

Depois que chegassem os generos, as tropas bem alimentadas e refeitas, finalmente, o estado do exercito mais satisfactorio, o general Arthur Oscar tencionava levar um ataque geral ao inimigo.

Para proteger e auxiliar o dicto comboio, o general em chefe á 30, ordenou que seguisse a 1ª brigada ao mando do coronel Medeiros. A brigada, composta do 7°, 14° e 30°, partiu ao meiodia, depois de cooperar para rechassar o inimigo, no ataque ao acampamento.

A marcha d'aquella força, não foi izenta de alguns tropeços. No dia seguinte, 1° de Julho, ás 4 horas da tarde, os jagunços de surpreza assaltaram-n'a pelas immediações do Rosario, com vivo fogo de emboscada, de que rezultou morrer o capitão António Valerio dos Santos Neves, valente commandante do 14° e o ferimento de algumas praças.

Chegando ao Rosario sem encontrar signaes do comboio, o coronel Medeiros tomou a deliberação de ir á Monte Santo, base das operações, ali chegando na noite de 3 de Julho. N'aquella villa tambem havia grande penuria e sobre o serviço de fornecimento nada existia.

O tenente-coronel Tupy Caldas, commandante do 30°, se pôz em campo com a habitual actividade, tentando reunir os generos que pudesse, assim como algum gado, luctando