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A Guerra de Canudos
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vam em quem perto chegasse, sendo necessario travar-se fortes tiroteios, que os afugentassem. D'este modo, ninguem banhava-se, visto ser a agua por demais escassa para esse fim. Um cantil cheio representava uma fortuna e era bem poupado o que restava da sêde, para as marmitas, onde confeccionavam a magra e phantastica boia.

Alguma rez magra que apparecia, era aproveitada até os ossos. Destribuiam um quarto para 80 e 100 homeus e para as mulheres e as creanças, as visceras. Ao serem devorados os tristes pitéos, eram disputados ás moscas, enormes e zumbideiras, volitando voraces e inpportunas. Viam-se officiaes de barraca em barraca, procurando um pouco de farinha e soldados de mãos estendidas, implorando alguma cousa "Pelo amor de Deus", semi-nús e escaveirados.

Os medicamentos das ambulancias estavam em via de extincção; o iodoformio acabou e na falta desse antisceptico, empregavam nas feridas sub-nitrato de bismutho e calomelanos. Ainda existia muito acido phenico e maior quantidade de quinino. Mas em Canudos não havia febres de nenhuma natureza; era lugar secco, ventilado e saudavel em extremo. Os instrumentos cirurgicos trabalhavam bastante e