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A Guerra de Canudos

tacar no seu caminho, a massa humana que impetuoza e destruidora, se arrojou sobre Canudos, na manhã de 18 de Julho.



Aos primeiros vislumbres da madrugada, formaram silenciosamente na Favella os batalhões destinados ao assalto e, ao lusco-fusco, quem do Alto observasse o acampamento, percebia enorme e pardacenta massa que, pouco a pouco, desenrolava-se em monstruosa serpe, cujas caprichosas ondulações rapidamente avassallavam o trecho da estrada que vae da Favella ás fontes, estrada do Rosario a fóra.

Eram as columnas de assalto, que marchavam em demanda de Canudos, tendo na vanguarda o invencivel 30°, cujos exploradores cuidadosamente lobrigavam atravéz da penumbra.

As trévas dissipavam-se e o horizonte avermelhado dava um tom extranho a nossa marcha, silenciosa e rapida. Sentiase apenas o pizar surdo dos batalhões e o rodar da artilharia era abafado com o estrupido de milhares d'homens, marchando. A força chegando ás fontes, contra-marchou para a esquerda, ganhando a pseudo-estrada, na qual já uma vez transitára a columna Savaget, em 28 de Junho.