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A Guerra de Canudos

inimigo para dentro do povoado, ao mesmo tempo em que esse na acerrima defesa, causava grandes estragos entre os assaltantes.

A artilharia, depois de ter vencido formidaveis tropeços na passagem do rio, devido á fraqueza dos muares, sendo suspensa ao pulso dos soldados do 35.°, com grande empenho do coronel Serra Martins, poude chegar a uma explanada, inteiramente descoberta e varrida pelos fogos das igrejas, distantes 800 metros. Collocada em acção, rompeu com energia o fogo de shrapnell, o que aguçou a furia dos fanaticos, que tiroteiaram-n'a com insistencia, resultando o ferimento de alguns artilheiros e de dois muares.

Isso succedia ás 8 horas da manhã. Empenhados no fogo os canhões, a 5.ª brigada, que os guarnecia, sob o commando do major Nonato de Seixas, reforçou a direita da linha de ataque, a qual na esquerda estava apoiada nos barrancos do Vasa-Barris, em cujas proximidades, na retaguarda, foi improvisado o hospital de sangue, onde muitos feridos aguardavam curativo.

Quasi toda a força estava engajada no assalto: o combate tornou-se geral e a brigada de reserva (6.ª), á disposição do general em chefe, destacou o 32.° para reforçar a esquerda; o 26.° carregou pelo leito do rio com o grosso