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A Guerra de Canudos

fortificados. Era tambem o signal para que as forças se preparassem para mais um combate, sempre sobrevindo. A'quella provocação, não demoravam os jagunços responder, despejando os bacamartes sobre a linha-negra, vigilante e lesta.

A' tarde succedia quazi invariavelmente o mesmo. Após escoar-se o dia, ás Ave-Maria o sineiro no silencio da calmaria nos acampamentos e linhas, gravemente fazia soar as seis pancadas costumadas, pauzadas e com calma inalteravel.

Um dos canhões, carregado e com pontaria cuidadosa esperava a ultima vibração e numa granada enviava a saudação da noite ao inimigo. A resposta era immediata num formidavel ronco dos bocca de sino ; escurecia então entre o silencio dos litigantes.

Quando chegava algum comboio, as coisas succediam-se mais graves. Seis ou oito fanaticos abrigados nas trincheiras naturaes da 'Fazenda Velha" entretinham-se em queimar cartuchos, atirando ao alvo na extensa fila de cargueiros, sempre produzindo estragos, mórmente ao atravessarem o leito do rio, desabrigado. No ponto de passagem existia uma fonte, ou cacimba, onde as companheiras dos soldados lavavam, acontecendo que algumas naquelle ponto perderam a vida. Mais tarde,