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A Guerra de Canudos

sempre ousado e firme nas suas pozições, bem municiado e por sua vez tambem poupando a munição. Assim, houve necessidade de serem suspensos os tiroteios, até então frequentes.

E, como dessa consequência proveio algum descanço ás tropas, durante as horas do forçado armisticio, os officiaes, separados ha mezes, podiam-se visitar e entabolar amistosas palestras, estabelecendo o commercio da amisade, relembrando factos passados e calculando sobre o futuro, quando vencidas as difficuldades, até ali ensuperaveis, e fosse tomada a ultima casa do arraial.

Em um dia de completa calma, parecia deshabitado o arraial; algum raro fanático, era visto ao entrar em casa, ou para os lados do Santuario; a lihna-negra parecia desguarnecida, tal o silencio reinante. Officiaes e soldados, conversavam tranquillamente, deitados em redes, emquanto outros saboreiavam uma cuia de café. Nesse dia occorreu um facto, de que raros puderam fazer menção, porque bem poucos o presenciaram.

Pelas duas horas da tarde, o sol á pino e o calor fortissimo, todos procuravam se abrigar dos seus effeitos: o narrador, attento, observando a latada e o santuario, em certo mometo viu surgir um homem do meio d'umas casas, entre aquelles dois pontos; expunha-se á morte