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A Guerra de Canudos

ponta de aço e destinadas a perfurar os cascos dos barcos da esquadra revoltada em 6 de Setembro. Essas granadas, de consideravel pezo, vieram transformar nossa artilharia em a de sitio, dando surprehendentes resultados.

Estavamos em 6 de Setembro, data assignalada nos annaes da vida republicana, e, por uma notável coincidencia, n'esse dia os fanaticos amargaram tremenda contrariedade.

Desde cedo, após as ordens emanadas do general Silva Barbosa, o canhão da esquerda, sob a direcção do habil 2° tenente Manoel Felix, encetou o bombardeio na torre da direita da legendaria igreja. O do centro, ao mando do alferes Macedo Soares, em seguida dirigiu seus fogos sobre o mesmo alvo, no que foi secundado pelo seguinte, commandado pelo 2° tenente Fructuoso Mendes, só deixando de atirar o da extrema direita, visto estar mal collocado para aquelle fim.

O fogo prolongou-se sustentado com vigor até 11 ½. Na baze da torre, já muito abalada e com enorme rombo, sumiam-se os projectis. Mais uns 20 tiros e lá bateu uma granada em cheio, apontada pelo 2° tenente Manoel Felix.

Um estrondo atroador seguiu-se á quéda da torre, que espedaçou-se na praça, espalhando formidaveis blocos de granito a 15 me-