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A Guerra de Canudos

ções e destinados á demolição das igrejas, além de outros estragos que deviam causar. Eram commandados pelo capitão Alfredo Rodrigues Pires, tendo como auxiliares o 1° tenente Maximiano Martins e 2° tenente Fróes d'Azevedo.

Em princípios de Setembro chegaram em Monte-Santo os potentes Canet. Dessa villa não seguiram, por não terem mais utilidade para o fim a que eram destinados. As torres haviam cahido e em Canudos não existiam fortificações que requeressem o emprego dos ditos canhões. Os Krupp 7,5 e os “tiro rapido” tinham maravilhosamente exercido sua missão destruidora, demolindo grande parte das igrejas, espalhando o pavor e a morte entre os fanaticos, e sustentando de suas trincheiras as posições da infantaria, com efficazes e opportunos bombardeios.

Entretanto, si houvesse seguido com a 1ª. columna, dispensando-se o afamado 32, metade do 5° regimento e os “tiro rapido”, estes pesados e de difíicil tracção, ter-se-hiam poupado muitos dissabores no trajecto, quanto ao transporte; e, ante a comprovada eficacia dos Canet, por algum tempo curiosamente esperados, provavelmente Canudos com suas igrejas e trincheiras, seria em poucos dias arrazado.