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A Guerra de Canudos
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sertanejo com o forte peito varado por uma bala de “Mauser”, tombou inteiriço. O corpa precipitou-se sobre os telhados, desapparecendo; o bacamarte, que tantas victimas produzira, ainda fumegante, caiu para o lado opposto. O cabo desceu sob palmas e vivas dos companheiros, que seguiam as peripecias do extraordinario combate.

Alguns batalhões, no decorrer da investida, envolvidos pelos multiplos obstaculos no meio de vallas, trincheiras e innumeras casas e ranchos amontoados em confusão, formando inextrincavel tecido, perderam a formatura, e os soldados não podendo ás vezes acompanhar os commandantes, dispersavam-se, cada qual procurando seus inimigos, sobre os quaes cevassem a ira e vasculhavam o interior das casas atacando cegamente os occupantes, travando lucta, cujo resultado foi depois presenceado, quando se viram cadaveres de ambas as partes, com os de mulheres, creanças e invalidos, no meio de armas quebradas, torcidas e queimadas eo cartuchame espalhado no tapete ensanguentado, em que se transformou a arena batida pelos litigantes.

O que se pode imaginar de mais triste e commovedor no decorrer de uma lucta á ferro-frio, em que nunca appareceu misericordia,