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A Guerra de Canudos
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seguia a entregar-se. O coronel Medeiros recebia-os e os introduzia na praça. O mesmo fazia o Capitão Pedro Carolino um pouco adeante, no lado opposto.

Quando tinha lograr o ephemero armisticio, longa fila de mulheres, sobraçando pótes, surgia, pretendendo se dirigir á aguada, o que não conseguiam. Queriam assim prover d'agua os guerreiros; d'estes, alguns appareciam: “pediam agua, que lhes mitigasse a sêde que os consumia, e depois os deixassem morrer brigando, porque munição e carne tinham a bastante"; diziam. Nem mais uma gôtta consentiam que adquirissem, salvo fôra do reducto, se entregando. As mulheres, desesperadas, voltavam ás habitações, presas do fogo e lá ficavam a espera da morte; n'esse interim, o Beatinho, tendo cumprido o seu encargo, conservava-se entre os prizioneiros, calmo e resignado.

Depois, recomeçava o fogo, durando horas. Pelas ruas e meandros do reducto, em frente ás casas derruidas e incendiadas, centenares de cadaveres em posições bizarras, apodreciam lentamente, confundidos soldados e fanaticos. Estes, se conheciam pelas vestes: calça e camisa azues e pela extrema magresa dos corpos. Os soldados succumbidos no assalto do 1°., estirados sobre as carabinas e com o fardamento