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A Guerra de Canudos

mente libertal-a. No espirito d'aquelles infelizes jámais poderia vingar a idéa de que o Bom Jesus Conselheiro houvesse sido victima de sua teimosia, como o foram da temeridade os de mais asseclas, em cujo numero João Abbade Pageú, Macambira, Manoel Quadrado, Senhorinho e outros estavam e sabia-se com certeza terem succumbido valentemente de armas na mão.

Ainda no dia 5, informações do Beatinho e outros fanaticos, fizeram conhecer ao certo o ponto onde devia estar o corpo do Conselheiro. Esse ponto era o Santuario, que elle nunca abandonára em todo o periodo da lucta e fôra cruelmente hostilisado pela artilharia e varado por centenas de balas de fuzilaria. Do Santuario, aliás habitação commum e de modestas proporções, apesar de devorado pelo incendio, ainda ficaram de pé duas paredes, quasi desmoronando.

De ordem do general Barbosa, para ali seguiu no dia 6 o alferes Jacintho de Campos, do contingente de Engenharia, com uma turma de sapadores, no proposito de descobrir o paradeiro do cadaver e exhumal-o. No centro do local onde existira a habitação do agitador, a terra estava revolvida de pouco, entre madeiras e pedras.