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A Guerra de Canudos

res, pouco seguros do exito da expedição, ou desconfiados sobre as consequencias pecuniarias. Da boa execução do grave problema do fornecimento e seu transporte, dependia seguramente o exito da marcha, a mais longa effectuada nos sertões do Norte, por forças regulares.

Apóz grande empenho, o General estabeleceu o respectivo contracto, que vigoraria até a data da chegada em Canudos. Incumbiu-se assim do afanoso serviço o coronel da Guarda Nacional Sebastião da Fonseca Andrade, cidadão activo e probo, desempenhando-se cabalmente do compromisso assumido. O contracto foi estabelecido em 11 de Maio e entraria em vigor á 22 d'esse mez e foi approvado pelo Commando em chefe de todas as forças.

O coronel Andrade cuidou logo de reunir a maior quantidade possivel de muares e gado em pontos differentes, tendo como objectivo a cidade de Simão Dias, d'onde tudo seguiria para Geremoabo. Esta villa, naturalmente impunhase como a base de operações da 2ª columna, embora provisoria, sendo o ponto mais proximo de Canudos, n'aquella direcção, cerca de 24 leguas e 22 de Simão Dias.

Quanto á organisação sanitaria, foi determinada do melhor modo possivel, tendo entretanto pouco pessoal. Este, compunha-se do chefe, major Dr. João Alexandre de Seixas;