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Página:A Mulher Moderna - Josefina Alvares de Azevedo - 1891.pdf/9

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A mulher moderna
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No empenho de conquistarmos a nossa completa emancipacão social, consintamos ás nossas briosas e denodadas collegas, afim de empenharem os seus esforços terçando as suas armas, n'uma luta, que será, além de tudo, a nossa liberdade e a gloria da America.

II

Nas sociedades modernas, em que a democracia tem solapado as bases do feudalismo extincto, o direito de voto é a primeira e mais elevada affirmação da supremacia do individuo.

Salvas as restricções rasoaveis da incapacidade legal, outra razão não ha que inhiba o individuo de affirmar o poder soberano da sua vontade, da sua inspiração, da sua consciencia.

Mas se em geral assim é em relação aos homens, não o é em relação ás mulheres. A nosso respeito as leis são de uma estultice implacavel, de uma anomalia injusta e dolorosa. Não temos nem mantemos na sociedade o poder discricionario da consciencia em materia que não seja, pela condição inferior, do nosso exclusivo dominio. Não temos a amplitude desassombrada das funcções exteriores; não nos consentem como seres completos, moralmente fallando, não nos permittem o livre arbitrio em as sumptos da competencia commum.

Porque? Seremos por ventura na ordem dos phenomenos humanos uns monstros de natureza a não