No empenho de conquistarmos a nossa completa emancipacão social, consintamos ás nossas briosas e denodadas collegas, afim de empenharem os seus esforços terçando as suas armas, n'uma luta, que será, além de tudo, a nossa liberdade e a gloria da America.
Nas sociedades modernas, em que a democracia tem solapado as bases do feudalismo extincto, o direito de voto é a primeira e mais elevada affirmação da supremacia do individuo.
Salvas as restricções rasoaveis da incapacidade legal, outra razão não ha que inhiba o individuo de affirmar o poder soberano da sua vontade, da sua inspiração, da sua consciencia.
Mas se em geral assim é em relação aos homens, não o é em relação ás mulheres. A nosso respeito as leis são de uma estultice implacavel, de uma anomalia injusta e dolorosa. Não temos nem mantemos na sociedade o poder discricionario da consciencia em materia que não seja, pela condição inferior, do nosso exclusivo dominio. Não temos a amplitude desassombrada das funcções exteriores; não nos consentem como seres completos, moralmente fallando, não nos permittem o livre arbitrio em as sumptos da competencia commum.
Porque? Seremos por ventura na ordem dos phenomenos humanos uns monstros de natureza a não