« A imprensa no Maranhao, retraida até ha pouco, por uma bem aconselhada prudencia, mostra-se confiante agora. E o Diario estará sempre pronto a auxiliar os governos dêste Estado, falando-lhes a linguajem franca e verdadeira, aquella que nos impõem a neutralidade, imparcialidade e izenção com que ora nos pronunciamos, dezejando ao governo que começa um brilhante rezultado, e que todos as seus atos sirvam para ilustrar as novas pajinas da historia maranhense».
Era por tal modo que falava o decano ao novo chefe do Estado, na tarde desse dia em que elle dezembarcava na terra natal e assumia a sua administração.
O editorial em que o veterano da imprensa amordaçada verberava os atos da governança provizoria e recebia o seu sucessor, entre ramos e palmas, era transcrito em A Civilização, o semanario oficial da dioceze, editado em prélo proprio, no seminario de Santo Antonio. Na transcrição, a folha católica comentava com veemencia e acrimonia a situação finda, deixando transparecer na sua linguajem, comedida mas enerjica, continuar ella ante a ameaça de novas dissenções relijiozas, e tão grandemente profundas quanto ás politicas.
Mas as novas pajinas da historia, a que se