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cantavam sonoros, numa alegria infindavel, chamando ás missas paroquiais.
No mastro, por sobre o portão principal da entrada da chacara, no jardim, tremulava toda triunfante, desde a vespera, a bandeira quadrioclôr do Estado.
Num divino clarão purificador das almas do ilustre e expansivo Marçal, e de todos os seus alegres companheiros de pandega e de infortunio, a luz da nova aurora penetrava grandioza e limpida naquelle ambiente saturado todo da santidade do Natal.
E, como elles, o povo era feliz, era gloriozo nesse abraçar ardente a que se entregava, num estremecimento incontido de fraternidade e paz, que os sinos bem celebravam porfiada e solenemente.
S. Luiz, Nov.—1912.