«Atendendo a que o rejimen monarquico sucumbiu ante o esfôrço patriotico da nação, tendo sido substituido por um govêrno essencialmente democratico; atendendo a que cumpre apagar quanto possivel dos fastos nacionais a memoria ominoza do imperialismo, que atrazou corrompeu e esterelizou os sentimentos cívicos dos brazileiros; a Junta Governativa do Estado Maranhão rezolve e manda que assim se execute:
—Serão destruidos em todas as repartições publicas do Estado todos e quaisquer vestijios materiais do antigo rejimen: corôas imperiais, bandeiras, insignias e os retratos do ex-Imperador e membros de sua familia, os quais serão recolhidos ao depozito de artigos bélicos, e quanto, enfim, recorde o periodo infortunado da patria. Os militares de terra e mar, oficiais publicos, corpos de policia e municipais façam dezaparecer a corôa imperial que encima os seus botões. Publique-se e comunique-se».
E a picareta e o alvião destruidores operaram vigorozamente nos solidos granitos e nas consistentes argamassas das fachadas dos edificios publicos, apagando da contemplação humana os custozos monumentos que á esmerada ação do cinzel e do buril deveram a nítida perfeição que se lhes admirava, e agora, por ordem superior,