cadas sobre essa expedição para Matto-Grosso, citando-me, como seus autores, notaveis homens politicos, alguns d՚elles meus amigos.
Procurei, quanto em mim coube, varrer do espirito de S. Ex., de cuja magnanimidade de coração deu solemnes provas durante seu Governo Dictatorial [1] — as inverdades que levaram ao seu conhecimento, forgicadas ad rem.
Então, S. Ex., com a franqueza rude do soldado acostumado ao sol das batalhas, a dizer o que sente, sem rebuços, disse-me:
— « Assim mesmo doente e acabrunhado de desgostos, vou, mais uma vez, cumprir o meu dever de soldado; mas declaro que—em quanto viver o nosso Bom Velho Pedro Segundo, e Deus me der forças para servil-o e á Patria, cumprirei as ordens d՚Elle, e não deixarei nunca ninguem molestal-o... »
Felizmente, n՚esse mesmo dia, no Senado, para onde logo dirigi-me, tudo relatei aos Exmos. Srs. Viscondes de Assis Martins e de Ouro Preto.
Fechadas as contas do Club e verificado por S. Ex. o saldo a meu favor como Thesoureiro, ao despedir-me, disse-me .
— « Tenha paciencia, meu amigo. Vá aguentando o Club até minha volta ou subirem ao Governo os seus amigos, conforme a condição que me estabeleceu ao acceitar o cargo. Algum dia, será recompensado da sua dedicação a mim e dos relevantes serviços que tem prestado ao Club.
— « Adeus, até a volta, se Deus quizer. »
— Na verdade: a dedicação do finado Marechal Deodoro da Fonseca, e de toda a sua illustre Familia — Mãi, Irmãos e Esposa — para com Sua Magestade o Imperador e toda a Sua Augusta
- ↑ Se não fosse a tenaz opposição do Marechal, quantos crimes, violencias, etc., não ter-se-iam commettido durante esse tempo ! ?...