a Côrte, no dia da sua — chegada, emquanto os alumnos da Escola Militar içavam, jubilosos, no cume do Pão de Assucar a expressiva bandeira branca com a palavra — SALVE — com lettras encarnadas, eu, de todo o coração, por ordem do Marechal Deodoro, auxiliado pelo Sr. Tenente João Pimentel, e socios do Club Militar, alcatifava-o de flores artificiaes e naturaes, de galhardêtes, bandeiras e colxas de damasco, procurando rivalisar com as manifestações que se effectuavam no Club Naval para tambem saudar a boa vinda do Grande e Magnanino Brazileiro que, até desprender-se do seu corpo a sua grandiosa alma — sómente pensava no real progresso do seu Brazil !...
Durante a noite d՚esse dia, a par do Hymno Sagrado da Patria, dos vivas e hurrahs a Sua Magestade e a Sua Augusta Familia — as côres multiplices das lanternêtas, combinando com as brilhantes luzes dos arcos illuminativos da rua, e dos globos e lanternas, etc., collocadas nas casas particulares visinhas do Club transudava sómente — uma alegria que parecia infinda !...
Seguio o Marechal Deodoro com a columna expedicionaria para a Provincia de Matto-Grosso.
Dias antes da partida, S. Ex. o Sr. Visconde de Ouro-Preto encarregou-me de obter noticias de todos os actos da alludida expedição, em fórma de correspondencia, para serem publicados na A Tribuna, orgão do partido Liberal, sob sua criteriosa direcção, que se publicava na Côrte.
Encarreguei do cumprimento d՚essa ordem, ao meu finado amigo e companheiro de campanha, Capitão Antonio Raymundo Miranda de Carvalho, que tinha relações mais intimas com um dos officiaes que seguiam na alludida expedição.