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Historia

n-as, e, no tempo de Ptolomeu, eram ellas visiveis em Alexandria[1], de cujo horizonte desappareceram, pelo effeito da precessão dos equinoxios. Como observa Humboldt, no tempo de Santo Athanasio e de São Basilio, no quarto seculo, os christãos da Thebaida viam ainda a Cruz do Sul[2]. Ignora-se a época em que foi assignalada a figura de uma cruz na parte inferior do Centauro da esphera; mas, diz ainda Humboldt, os astronomos arabes designaram tambem cruzes nas constellações do Dragão e do Golphinho. Em todo caso, não foi Pedro Alvares Cabral, o descobridor do Brasil, quem avistou primeiro o Cruzeiro do


  1. HumboldtExamen Critique de l'Histoire de la Géographie du Nouveau Continent et des Progrès de l'Astronomie Nautique, au XV et au XVI siècles. Paris — 1837. Vol. IV, pag. 323.
  2. Ideler, citado por Humboldt (Examen Crit., vol. IV, pag. 322), suppõe que a constellação chamada por Plinio (lib. II, cap. 69) Cæsaris thronon é o nosso Cruzeiro do Sul.