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a campanha de canudos
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Confirma a palavra official o que escreveu quem tomou grande parte na campanha:

« Em pouco tempo, o ministro da guerra conseguiu orga­nizar um serviço methodico de comboios, e dessa fórma a nossa situação melhorou consideravelmente.

«Voltava a animação dos primeiros tempos; à época do abatimento physico substituía uma phase de relativo con­forto.»[1]

E’ que o ministro de tudo se havia minuciosamente informado, e a tudo se esforçava por attender.

Da capital da Bahia o marechal Bittencourt telegraphara ao Governo, em 14 de agosto, dizendo:

« Estou convencido de que um dos maiores males tem sido a fome; tendo empregado os maiores esforços para conseguir grandes remessas de generos, já alcancei melhorar e espero em breve completar esse ramo de serviço. Para não augmentar o consumo em Canudos, mandei batalhões 29°, 37° e 39° acampar provisoriamente em Monte Sancto. Logo que marcharem todas as íorças, eu seguirei para Queimadas e Monte Sancto, afim de augmentar os comboios, para o que já se reunem animaes vindos de longe.»

Vem a pello recordar aqui — que, na situação afflictiva, a que tinha chegado o exercito em operações, muito lhe valeu o governador da Bahia, pois mitigou-lhe a fome, na phrase do general Silva Barbosa, que a Imprensa, do Rio de Janeiro, publicou em 25 de julho de 1899.

Importa saber — que o Governo federal, tendo resolvido mandar para o centro das operações o ministro da guerra, deliberara simultaneamente mobilizar os batalhões de ns. 4,28, 29, 37 e 39 de infantaria de linha, assim como acceitar os offerecimentos, que das forças policiaes respectivas lhe haviam feito os Estados de S. Paulo, Amazonas e Pará.

De modo que, a 6 de agosto, chegaram à capital da Bahia, não sómente o marechal Bittencourt, mas ainda o

  1. Dantas Barreto, Ultima expedição a Canudos, pag. 191.