Página:A campanha de Canudos.pdf/137

Wikisource, a biblioteca livre
Saltar para a navegação Saltar para a pesquisa
a campanha de canudos
133

era meramente religioso sem adherencias á politica... Antonio Conselheiro, era monarchista de motu proprio, menos como um meio de fazer mal à republica do que com intuito de sustentar a re­ligião. »

E o general, por essa occasião, disse mais: que nunca des­conhecera a generosidade do povo bahiano, attributo do povo americano, e o valor do soldado bahiano; que mais uma vez o tinha verificado. «Foi por isto, continuou elle, que no periodo da luta, procurara dar as posições mais arriscadas, como meio de desfazer umas tantas prevenções, aos batalhões bahianos 9° e 16° de infantaria, offerecendo-lhes o ensejo de conquistarem a aurea do valor de seus feitos anteriores. Ainda mais, aprovei­tara o 5° corpo de policia do Estado para todas as commissões difficeis e arriscadadas, e das quaes soube elle se desempenhar, tornando-se credor de seus elogios ede suas distincções.»

E já que falo em brinde, não deixarei de recordar esse outro, em que o governador bebeu para muito altivamente de­clarar — que a Bahia era republicana, porque queria ser. Digna resposta, cumpre confessal-o, aos calumniadores do legendario Estado, que nunca precisou inspirar-se senão no patriotismo de seus filhos, e tem por timbre desprezar a inveja e a perfídia.

Certo é que Canudos estava conquistado. O ministro da guerra communicara a alviçareira nova ao governador da Bahia; e desde então, quer na capital, quer nas outras locali­dades do Estado, não tiveram conta as manifestações do regosijo publico, cada qual mais significativa, cada qual mais estron­dosa. Nos outros Estados da republica, menor não foia satisfação sentida; na Capital Federal, as demonstrações tiveram cunho verdadeiramente popular.

O dr. Prudente de Moraes recebeu do paiz e do estrangeiro as mais vivas e sinceras felicitações.

A parte offcial do memoravel feito é a que se vae ler:

« Commando em chefe das forças em operações no interior do Estado da Bahia e do 3° districto militar, 5 de outubro de 1897.

Ao cidadão marechal Carlos Machado Bittencourt, digno ministro da guerra.