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a campanha de canudos

O offlcio do major Cunha Mattos diz assim:


« Illustre coronel Souza Menezes — Communico, e peço para o fazer ao Governo, a infeliz nova que passo a relatar.

No dia 3 do eorrente, levantámos acampamento no Rancho do Vigario, e marchámos com direcção a Canudos. Na vespera, o inditoso e bravo coronel Cesar combinara commigo só marchar legua e meia, dar descanso de um dia ás praças, no dia immediato marchar ató á margem do Vasa-Barris, bombardear bem com a artilharia e após isto dar o assalto com a infantaria.

No referido dia 3, porém, ficou desejoso de liquidar tudo, e assim é que no logar em que promettià acampar mandou tocar officiaes, e convidou-nos a avançar para tomar Canudos.

Esta idéa foi logo abraçada pela maioria dos officiaes, e o coronel continnou a marcha.

Chegámos â margem do Vasa-Barris ás 11 ½, horas do dia, estendendo-se logo a força em ordem de ba­talha. A artilharia fez uns seis tiros, allás bons, para dentro da cidade, que é grande, havendo quasi todos cabido na egréja velha, que servia de um dos mais fortes reductos do inimigo.

Após os tiros, deu o coronel ordem para o assalto, ficando elle em uma eminencia, do alto de cá, e proximo á artilharia. Os conselheiristas, que atiram maravilhosa­mente com carabina, vararam o infeliz coronel com uma bala, accidente este que me foi immediatamente com municado e ao Tamarindo, mas que occultámos.

Ficou então Tamarindo dirigindo o assalto, e, depois de vararmos o rio, atravessámos do modo seguinte : a policia e o 16° pela esquerda, a ala esquerda do 7° e mais o 9° batalhão pela direita, e eu com a ala direita pela frente.

Dado o signal previamente combinado, demos prin­cipio ao assalto, havendo a ala direita do 7° se apoderado