Ao final das avaliações dos pareceristas, 16 textos foram aprovados (com ou sem modificações) e um não foi recomendado para a publicação por ser considerado fora do padrão do livro. As fichas e os arquivos comentados pelos avaliadores foram, então, encaminhados aos autores para que estes fizessem as devidas adequações ao longo de um mês. Após receber a indicação das alterações necessárias, um dos autores desistiu do envio da versão final por falta de tempo hábil para realizá-las. Dessa forma, os organizadores receberam 15 versões finais dos textos revisadas pelos seus autores após a avaliação dos pareceristas. Essas versões foram reavaliadas pelos organizadores antes de serem encaminhadas para a Editora Universitária da Universidade Federal da Bahia (Edufba), em dezembro de 2023.
Este livro está dividido em três partes: “Parte I: Comunidades colaborativas”; “Parte II: Educação e ciência aberta”; e “Parte III: Difusão cultural livre”. A divisão por áreas temáticas se deu a posteriori, a partir da análise do conteúdo e da abordagem de cada um dos textos.
Na primeira parte, encontramos textos que falam sobre a construção de comunidades colaborativas em torno de projetos Wikimedia, especialmente ligadas à Wikipédia. O primeiro capítulo é o “Explorando tensões entre conhecimento livre, equidade, produção e circulação de saberes de/ por pessoas negras e indígenas”, de autoria de Stephanie P. Lima, Fernanda K. Martins, Alice de Perdigão Lana e Mariana Valente. Nele, as autoras falam sobre como as pontes entre a discussão de conhecimento livre e conhecimentos produzidos por/sobre pessoas negras e indígenas são bastante frágeis. Em um processo de revisão bibliográfica e escuta de atores pertencentes à sociedade civil, elas observaram uma lacuna significativa no que diz respeito à compreensão de como a internet participou das mudanças ocorridas no Brasil, especificamente aquelas relacionadas à implementação da Lei de Cotas (Lei nº 12.711/2012). O segundo capítulo, “Mulheres em rede: construção da equidade de conhecimento na Wikipédia”, traça uma genealogia do movimento de mulheres wikimedistas nos projetos de conhecimento livre lusófonos, indicando a formação de coletivos e iniciativas em prol da equidade de gênero na Wikimedia. A investigação de cunho empírico, fundamentada na teoria feminista, interpreta especialmente a Wikipédia a partir de seus potenciais de disputa política e transformação e foi descrita por Andressa Inácio de Oliveira Bonatto, Danielly Campos Dias Figueredo, Erika Guetti Suca, Giovanna Viana Fontenelle de Araújo, Isabela Tosta Ferreira, Rute Correia, Sandra Schmitt Soster e Tila Cappelletto.
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