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AMERICANAS


«Dos pallidos pagés; Tupan t′o ordena;
«Nos braços traze a fugitiva corça;
«Vincula o teu destino ao della; é tua.»
— «Impossivel! Que vale um vago sonho?
Sou espôsa e christã. Impio, respeita
O amor que Deus protege e sanctifica:
Mata-me; a minha vida te pertence:
Ou, se tepeza derramar o sangue
Daquella a quem amaste, e por quem foste
Lançar entre os christãos a dor e o susto,
Faze-me escrava; servirei contente
Emquanto a vida allumiar meus olhos.
Toma, entrego-te o sangue e a liberdade;
Ordena ou fere. Tua espôsa, nunca!»
Calou-se, e reclinada sôbre a rede,
Potyra murmurava ignota prece,
Olhos fitos no proximo arvoredo,
Olhos não ermos de profunda magua.