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POTYRA


As outras... — Raro em labios de felizes
Alheias maguas travam. Não se pejam
De seus olhos azues e alegres pennas
Os sahis sôbre as arvores pousados,
Se ao perto voa na campina verde
De anuns luctuoso bando; nem os trillos
Das andorinhas interrompe a nota.
Que a jurity suspira. — As outras folgam
Pelo arraial dispersas; vão-se á terra
Arrancar as raizes nutritivas,
E fazem os preparos do banquete
A que hão de vir mais tarde os destemidos
Senhores do arco, alegres vencedores
De quanto vive na agua e na floresta.
Da captiva nenhuma inquire as maguas.
Comtudo, algumas vezes, curiosas
Virgens lhe dizem, apiedando o gesto:
— «Pois que á taba voltaste, em que teus olhos
Primeiro viram luz, que magua funda
Lhes distilla tão longo e amargo pranto,
Amargo mais do que esse que não busca
Recatado silêncio?» — E ás doces vozes
A christã desterrada assim responde:
— «Potyra é como aquella flor que chora
Lagrymas de alvo leite, se do galho