beis. Seja minha amiga, sim? Eu vivo só desde que a minha extremosa mãe baixar á sepultura. Meu pai, o conde d'Alvarães, é a personificação da bondade releve-me este sancto orgulho. Quero que o conheça, certa de que encontrei uma alma superior capaz de aprecial-o. Tenho ainda um irmão, um verdadeiro coração de poeta, um desgraçado que vive de chimeras, e que posso roubar com todo o meu carinho não sei a que sestro infeliz que lhe cava abysmos em toda a parte. O mundo, sempre injusto, accusa-o de crimes que elle em consciencia não pratica, e por assim dizer fere-me a mim tambem porque o estimo, e sinto as suas dores como minhas. Não faltará occasião em que v. exc.a o conheça, e verá que este elogio não é exagerado.
― Creio; e tem já seu irmão duas recommendações a meus olhos que valem muito.
V Eil-o! ― bradou ella de repente ― Apresento-te a senhora D. Dianna de Sepulveda. Minha querida amiga ― continuou, voltando-se para mim ― Nuno d'Alvarães, meu irmão.
Fitei o homem que estava diante de nós com certo enleio. Era elle. Comprimentámo-nos em silencio.
― Fallavamos de ti ― tornou a minha nova