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Página:Ana Plácido - Herança de lagrimas (1871).pdf/31

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IV
Henriqueta a Dianna

Ha oito dias sem carta tua! Porque me não escreves? Quantas horas se passam sem te lembrares de mim?

Oh! Dianna, Dianna! eu estou receiosa de ouvir uma verdade, que tu foges de manifestar-me com o silencio. Porque filha ? Não, não me assustes... Conta-me tudó: eu que te conheço sei que nunca podes baixar a um nivel affrontoso para a nossa amizade.

Diz-me pois o que tens feito, o que se tem passado na tua alma para me expulsares tão repentinamente d'ella.

Responde breve, responde, e falla-me algumas vezes de teu marido, d'esse excellente homem que tem por ti todos os desvelos de pai extremoso.

Estou realmente cuidadosa, minha amiga.