fóco de luz onde se depura o barro immundo de que fomos creados.
Já vez que este ideal em nada se parece com o ideal dos poetas. O ideal d'elles é uma imagem creada aos vapores nevoentos da imaginação escandecida pelos ardores imperiosos da mocidade. O acaso, deparando a suas vistas cubiçosas novos typos de mulher, encontra-os sempre promptos a extasiarem-se, diante muitas vezes de mediocres perfeições. Adorando hoje uma, doidejando ámanhã por outra, e enlouquecendo emfim por todas aquellas que fitam o raio fugitivo d'esses fingidos corações.
E se não, recorda o que nos diz o grande Garrett nas suas folhas cahidas
«.... Aquella é formosa,
«Não se me dava de a ter.
«E esta? E' sò baroneza,
«Vale menos que a duqueza:
«Não sei a qual attender.»
Pobres mulheres! Eu dizia a todas: fugi do poeta, do inspirado, do chamado homem de coração. Tudo isso são palavras ruidosas, laços que prendem eternamente almas impressiona-